- Atualizado em 16:57

Saúde

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Ministério da Saúde autoriza aplicação de segunda dose da Pfizer ou Coronavac em gestantes

Caso não haja a vacina da Pfizer no momento, a paciente poderá completar o ciclo de imunização com a CoronaVac, em produção pelo Instituto Butantan

NACIONAL - Grávidas e puérperas que receberam a primeira dose da vacina da AstraZeneca/Oxford contra a Covid-19 devem, preferencialmente, completar o ciclo de imunização com uma segunda aplicação da Pfizer. A recomendação é do Ministério da Saúde, oficialmente anunciada nesta segunda-feira (26).

Segundo a secretária extraordinária de enfrentamento à Covid-19, Rosana Leite, caso a vacina da Pfizer não esteja disponível no momento, a paciente deverá receber a segunda dose da CoronaVac.

"É importante que as grávidas se vacinem e façam essa intercambialidade, preferencialmente com a vacina da Pfizer, a qual existem estudos já mostrando essa efetividade", afirmou Rosana. "Na excepcionalidade, elas poderão usar também a Coronavac que mostra uma boa efetividade".

As gestantes ou puérperas (até 45 dias após o parto) que ainda não tomaram a primeira dose deverão iniciar a imunização com uma das duas vacinas, a Pfizer ou a CoronaVac.

No início de julho, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, já havia recomendado a vacinação das gestantes com as vacinas da Pfizer e CoronaVac, mas apenas na primeira dose. A aplicação de um imunizante diferente para completar o ciclo estava autorizada apenas para as grávidas com comorbidades. A partir de agora, portanto, a medida vale para todas as mulheres em gestação ou puérperas.

À época, o ministério informou que entre as vacinadas – com qualquer vacina – foram identificados 439 eventos adversos. Desses, 24 foram graves. Entre eles, houve 4 mortes, mas 3 não tiveram relação com a vacina. Uma morte foi relacionada à vacina, mas o óbito não teve relação causal com a gestação, segundo a pasta.

Evento raro

A mudança na vacinação ocorreu após um evento raro, mas que causou a morte de uma gestante vacinada em 10 de maio. O caso levou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a recomendar a suspensão do uso da vacina AstraZeneca contra Covid-19 em grávidas.

Apesar da recomendação e das mudanças na vacinação, a Anvisa esclareceu:

"Caso de trombose com plaquetopenia é um evento adverso muito raro, potencialmente relacionado a vacinas que usam adenovírus como plataforma tais como as vacinas de Oxford/Astrazeneca/Fiocruz e da Janssen, aprovadas para uso no Brasil"

"A bula da vacina Oxford/Astrazeneca/Fiocruz é Categoria C, isto é, os dados apresentados até o momento são insuficientes para fundamentar um risco associado com a vacina. Sendo assim, como medida de precaução, a vacinação de gestante não é recomendada"

"A Anvisa mantém a recomendação de continuidade da vacinação com o referido imunizante dentro das indicações descritas em bula, uma vez que, até o momento, os benefícios superam os riscos."

A bula da AstraZeneca diz que o imunizante "não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica":

"Informe o seu profissional de saúde se você estiver grávida, amamentando, pensando engravidar ou planejando ter um bebê. Há dados limitados sobre o uso da vacina Covid-19 (recombinante) em mulheres grávidas ou que estejam amamentando. Seu profissional de saúde discutirá com você se você pode receber a vacina".

 

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