Saúde

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Entidades pedem à Anvisa proibição imediata de canetas emagrecedoras em farmácias de manipulação

Laboratórios estão se valendo de sua estrutura para comercializar e vender semelhantes de tirzepatida

NACIONAL - Cinco entidades médicas brasileiras pediram à Anvisa a proibição imediata da produção e venda de canetas emagrecedoras por farmácias de manipulação.

O pedido ocorre após uma operação da Polícia Federal que desmantelou uma rede clandestina de fabricação desses produtos. A PF cumpriu 24 mandados de busca e apreensão na Bahia, Pernambuco, São Paulo e Rio de Janeiro.

As entidades, incluindo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e a Associação Médica Brasileira, citam "risco sanitário iminente" e descontrole na comercialização dos medicamentos.

Elas alegam que laboratórios de manipulação estão fabricando e vendendo em escala industrial o princípio ativo tirzepatida, um similar do medicamento Mounjaro. As farmácias de manipulação, no entanto, não podem fabricar medicamentos em larga escala.

O documento aponta que o esquema de fabricação irregular se multiplica no país, impulsionado pela alta procura e pela publicidade em redes sociais. A Anvisa, que participou da operação da PF, ainda não se manifestou sobre a solicitação.

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