- Atualizado em 10:02

Rural

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Osvaldo Cruz dá início à safra 2025-2026 de café arábica

São aproximadamente 3 milhões de pés de café em produção

OSVALDO CRUZ - Aproximadamente 50 produtores com 3 milhões de pés em produção, cafeicultores do município de Osvaldo Cruz deram início nesta semana à safra 2025/20256 do café arábica.

A expectativa é colher nesta safra entre 35 mil a 40 mil sacas do produto.

As roças em estão em plena florada e os produtores estão animados, após a confirmação do Ministério da Agricultura e Pecuária, que reconheceu o café de Nova Alta Paulista, como detentor de selo de Indicação Geográfica (IG). O uso do selo é autorizado pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) e é estimulado pela Pasta como um diferencial.

O selo de Indicação Geográfica funciona como uma espécie de “passaporte de qualidade”. Ele reconhece que o produto tem características especiais ligadas ao clima, solo, altitude e tradição da região. No caso da Nova Alta Paulista, a combinação de altitude média e clima tropical garante bebidas equilibradas e aromáticas, com notas marcantes típicas da área.

História retomada

A história do café na Nova Alta Paulista começou no século 20 e foi crucial para o desenvolvimento da região. Mas um episódio quase apagou tudo: a geada de 1975, que devastou plantações e fez muitos produtores abandonarem o cultivo.

Hoje, a região abriga cerca de mil cafeicultores. Em 23 dos 30 municípios contemplados pelo reconhecimento — entre eles Tupã, Adamantina, Dracena, Lucélia e Osvaldo Cruz — o café voltou a ser símbolo de identidade e renda.

A expectativa é que o certificado aumente o valor do produto e das terras, impulsione o turismo rural e amplie a exportação de cafés especiais.

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