- Atualizado em 06:35
Polícia
61181Polícia Civil de Tupã prende casal que mantinha mulher grávida e crianças em cárcere privado; há denúncias de estupro de crianças e agressões
Casal se conheceu pela internet; ele trouxe a mulher grávida do Sergipe para mantê-la em cárcere privado; caso pode ter ligações com ocultismo
TUPÃ - A Polícia Civil de Tupã recebeu uma denúncia de que uma mulher grávida estaria sendo mantida em cárcere privado pelo companheiro e pela dona da casa onde eles viviam. Além disso, a vítima sofreria violência física e emocional.
Mas este é apenas uma parte de uma história triste, violenta e cruel.
Uma equipe de Polícia Civil de Tupã fui até o local e encontrou a vítima com crianças em casa. Ela relatou que estava presa há meses e era obrigada a cuidar das crianças, filhas da dona da residência.
A vítima também afirmou aos policiais que era agredida fisicamente, ameaçada de de morte pelo casal, caso tentar se sair do local.
Outro aspecto macabro da história é que a dona da casa e o companheiro da vítima afirmavam que o filho que ela esperava pertencia aos dois e que matariam a vítima ou a mandariam embora, mas que a criança não ficaria com a mãe.
Crianças vítimas de violência eram filhas da agressora
No mesmo imóvel moram crianças, filhas da agressora. Os menores disseram que sofriam agressões físicas e abusos sexuais por parte do companheiro da mulher grávida.
O caso veio à tona através de um trabalho investigativo da policial Renata Hipólito da Polícia Civil de Tupã. A policial, ao receber a denúncia, percebeu a gravidade da situação na Rua João Capiotto.
Segundo a delegada Millena Davoli de Melo, que comandou as investigações, quando os policiais chegaram ao endereço, uma criança de 9 anos saiu para atender a equipe policial. Em seguida saiu o autor do crime, companheiro da vítima grávida.
Perguntado sobre sua esposa, o criminoso disse que a vítima estava dentro da casa.
Os policiais, então, entraram no imóvel e viram a mulher sentada em um sofá. Ao lado da grávida estavam duas crianças de 9 e10 anos de idade. Dormindo em um dos quartos se encontrava uma bebê de um 1 ano e 6 meses.
Vítima pediu ajuda para sair do local
Questionada, a grávida relatou que estava presa há dias e queria sair de lá.
A vítima relatou que era mantida em cárcere privado há meses. O marido da grávida conheceu a agressora pela internet. A agressora é mãe das crianças, vítimas também.
Afirmou ainda a grávida que a residência permanecia trancada e era monitorada por câmeras, que registravam se a vítima iria ou não deixar o interior do imóvel.
Casal veio do Sergipe
A vítima ainda contou aos policiais que seu companheiro conheceu a agressora através das redes sociais e veio de Sergipe para Tupã, onde teve contato pessoal com mãe das crianças e passou a morar com ela.
Em seguida, o agressor trouxe a grávida para Tupã. Foi quando ela também passou a habitar na mesma residência e a ser mantida presa e obrigada a cuidar das três crianças.
Violência contra crianças e agressões contra a grávida e ocultismo
No trabalho de diligências, a Polícia descobriu ainda que o marido da vítima e a dona da casa agrediam fisicamente a mulher grávida. A vítima apresentou escoriação no supercílio, que teria sido provocada pela autora.
A grávida ainda afirmou aos policiais que a agressora seria adepta a uma espécie de ocultismo e que tanto ela quanto o pai de seu futuro filho diziam que iriam matá-la ou a mandariam embora, mas que ficariam com o recém-nascido, assim que ele nascesse.
Ao mesmo tempo em que alguns policiais ouviam a mulher grávida, uma das crianças, a que tem 9 anos pediu pra conversar com os policiais e pediu socorro. Disse que também gostaria de ir embora da casa porque era agredida pela mãe.
Violência sexual contra criança
Uma outra criança, de 10 anos, também disse que sofreu agressões e que o marido da mulher grávida o molestou sexualmente. A vítima, grávida, confirmou que durante a madrugada a criança de 10 anos foi até ela e ao amanhecer relatou que tinha sido abusada sexualmente pelo homem.
Prisão do casal
A dona da casa foi localizada e presa, assim como o sergipano.
O casal de agressores vai responder por cárcere privado e estupro de vulnerável. O caso foi acompanhado pela as conselheiras tutelares na cidade de Tupã.
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