Polícia
4591Ex-radialista diz que matou companheira porque o abandonou
Preso em flagrante, agora por homicídio qualificado, o réu confesso será encaminhado para a cadeia pública de Presidente Venceslau
REGENTE FEIJÓ - O ex-radialista e palhaço Luís de Barros que se entregou para a Polícia Militar na noite da terça-feira, depois de assassinar pela manhã do mesmo dia com sete facadas a sua companheira Arlinda Quintiliano de 52 anos em Regente Feijó (SP), confessou o crime ao delegado Claudinei Alves e detalhou os motivos que o levaram a cometer o ato.
Ele contou que por 18 anos teve uma vida em comum com a sua amásia e que há cerca de dois anos ambos começaram a usar crack e a abusar do consumo de álcool, e com isso perderam tudo o que tinham e ficaram numa situação muito difícil.
“Ela foi para São Paulo para acompanhar o enterro do ex-marido e lá ela ficou por cerca de um mês. Depois, conseguiu uma pensão do falecido e retornou para Regente Feijó. Alugamos uma casa, mobiliamos e voltamos a viver juntos”, explicou.
O réu confesso declarou ainda: “Quando ela retornou de São Paulo, veio mudada, pois saía para ir ao supermercado e só retornava no outro dia, eu falava com ela parar de agir assim, mas não tinha jeito. Ela saía e ia à delegacia e fazia um Boletim de Ocorrências contra mim (sic). Até que na segunda-feira eu passei a noite toda procurando por ela pelas ruas da cidade, pois já fazia quatro dias que ela estava sem dar notícias e quando eu a encontrei pedi para ela voltar comigo para nossa casa. Mas diante da negativa dela, fiquei nervoso e acabei fazendo a besteira”, disse.
‘Perebinha’ contou que decidiu se entregar: “Depois do que aconteceu saí correndo querendo somente me esconder e para isso fui para a zona rural, próximo ao bairro Jardim Regina onde fiquei escondido hora no meio do mato, hora em cima de árvores. Fiquei pensando o que fazer e achei por bem me entregar por isso fui até a casa de uma família de conhecidos e pedi para eles ligarem para a polícia”, finalizou.
Preso em flagrante, agora por homicídio qualificado, o réu confesso será encaminhado para a cadeia pública de Presidente Venceslau, onde vai aguardar a decisão da Justiça.
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