Polícia
5949Em Araçatuba, termina seqüestro 21 horas e meia depois
Ele a trancou em uma sala, espalhou combustível pelo local e exigia que a ex-esposa confessasse que o traiu.
ARAÇATUBA - Depois de quase 21 horas e meia de negociações e muita espera, terminou o sequestro da auxiliar odontológica Márcia Westpal Mello, 41 anos, mantida refém desde 11h de ontem (1º) em uma das salas do Centro de Especialidades Odontológicas da Prefeitura de Araçatuba, na rua Manoel Bento da Cruz, bairro Paraíso.
Às 8h20 desta quinta-feira (2), em pleno feriado do aniversário de 102 anos de Araçatuba, o ex-marido dela, Moacir Gonçalves de Oliveira, 46, que invadiu o local armado e com duas garrafas pet cheias de gasolina, foi baleado. A mulher foi retirada pela polícia e mantida dentro de uma ambulância do lado de fora enquanto ele era socorrido.
A capitã Adriana Beluzzo, relações públicas da Polícia Militar, confirmou à imprensa que Oliveira foi baleado durante a operação de resgate, que envolveu 15 homens do Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais), de São Paulo. Márcia permaneceu na ambulância até 8h42, distante da imprensa, quando foi levada também para o hospital.
A angústia dela começou quando Oliveira invadiu seu local de trabalho armado e com duas garrafas pet com combustível. Ele a trancou em uma sala, espalhou combustível pelo local e exigia que a ex-esposa confessasse que o traiu. Ela nega.
A separação do casal ocorreu há mais de quatro meses. Eles conviveram por mais de 16 anos e têm uma filha de 14.
A equipe do Gate, comandada pelo major Gilson Paulo Saltoratto, tentou vencê-lo pelo cansaço. Márcia dormiu pouco durante a madrugada. Oliveira ficou acordado o tempo todo.
Do lado de fora, jornalistas e curiosos aguardavam. A chuva da madrugada fez com que muita gente fosse embora, mas sempre houve movimentação da população na frente do prédio.
Márcia, segundo informaram os oficiais da PM, já registrou três boletins de ocorrência contra o ex-marido depois da separação. Há dois meses, ele teria tentado invadir o mesmo local onde a mantém refém hoje, o que motivou um recurso na Justiça. Pela decisão judicial, ele teria que ficar afastado dela por pelo menos 100 metros.
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