Polí­cia

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Caso de noivo que foi pescar deve chegar à Justiça

A polícia diz que não há como a noiva “retirar a queixa”

RIBEIRÃO PRETO - Mesmo com o perdão e o casamento remarcado, o caso da mulher que denunciou à polícia o desaparecimento do noivo um dia antes da cerimônia deve chegar à Justiça. Como o boletim de ocorrência foi registrado em uma delegacia de Ribeirão Preto, a 313 km de São Paulo, como furto – a noiva afirmou que ele tinha fugido com R$ 19 mil, um carro e uma moto dela – a Polícia Civil irá enviar ainda nesta semana o inquérito ao fórum e um juiz deve decidir se o caso será arquivado.

A polícia diz que não há como a noiva “retirar a queixa”. O criminalista Mário de Oliveira Filho, presidente da Comissão de Fiscalização e Defesa da Advocacia da Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo (OAB-SP), explica que casos de crimes de alçada pública, como furto, independem da vontade de quem fez o registro na polícia.

“A partir do momento que você lavra um boletim de ocorrência, isso vai seguir, vai para o Ministério Público e ele decide se transforma em denúncia. Nos crimes de ação privada (como lesão corporal), você pode desistir até um determinado momento”, afirma o especialista.

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