Polícia
6858Bauru: Menina de 1 ano ‘come’ maconha
A droga teria caído no chão enquanto o avô da criança preparava um cigarro da droga
BAURU - A Polícia Civil de Bauru procura os pais de um bebê que ingeriu maconha dentro de casa e foi encaminhado ao PAI (Pronto-Atendimento Infantil) ao passar mal, no início da tarde de segunda-feira (7), em um caso de total irresponsabilidade e imprudência familiar.
A criança, uma menina de apenas 1 ano e 1 mês, deu entrada na unidade de saúde apresentando quadro de sonolência e apatia, mas nem chegou a receber tratamento. Ao desconfiar de que a polícia poderia ter sido acionada, a tia da criança a retirou da sala de emergência e fugiu, acompanhada da mãe e da avó do bebê, além de outras três mulheres.
A grande dificuldade da polícia para localizar os responsáveis, entretanto, é que os envolvidos seriam de uma família de ciganos, que não mantinha residência fixa em Bauru. No prontuário que chegou a ser registrado no PAI, consta apenas como endereço a cidade de São Paulo.
Segundo informações da Polícia Militar, a mãe e a tia da menina relataram aos profissionais do PAI que ela teria ingerido uma pequena porção de maconha. A droga teria caído no chão enquanto o avô da criança preparava um cigarro da droga, no final da noite de domingo (6). A criança teria colocado o pedaço na boca antes que os adultos pudessem agir.
Como o bebê ficou letárgico e não melhorava, por volta das 12h20, a mãe, a tia e mais quatro mulheres o levaram à unidade de saúde. No colo da mãe, embora sonolento e com o olhar perdido, ele mantinha o tronco firme, conforme informou o diretor do DUE (Departamento de Urgência e Emergência) da Secretaria de Saúde, Luiz Antonio Sabbag.
A menina chegou a ser submetida à pré-consulta, onde foram aferidos sua temperatura, peso e nível de glicemia. No entanto, ao ser encaminhada à sala de emergência, quando seria atendida por um médico pediatra, a família decidiu abandonar a unidade, levando a criança sem ser notada por nenhum funcionário.
“A enfermeira deixou a criança e a tia na sala e foi chamar o pediatra. Quando ela voltou, todos tinham ido embora. Os funcionários procuraram em todo o pronto-atendimento, mas não encontraram ninguém”, revela Sabbag.
Ainda que o bebê não tenha sido medicado, o diretor do DUE acredita que as chances de ele sofrer consequências graves por conta de uma eventual intoxicação grave é pequena. “Certamente, o que ela ingeriu foi uma pequena quantidade, porque a maconha tem sabor amargo,semelhante ao tabaco. Deve ter sido uma quantidade que, para adultos, não teria efeito nenhum. A intoxicação só acontece quando o volume fumado ou ingerido é em excesso. No caso do dela, não deve ter sido”, aponta.
Segundo ele, de fato, ao serem informados pela tia da menina que a garota havia ingerido certa quantidade de maconha, os funcionários do PAI chamaram a polícia. Após a família deixar o pronto-atendimento um boletim de ocorrência foi registrado para resguardar a unidade de responsabilidade em caso de eventuais problemas que pudessem ocorrer posteriormente com a criança.
O Conselho Tutelar chegou a ser acionado pela instituição, mas, como se tratava de ocorrência policial, a entidade informou que o caso deveria ser conduzido pela própria PM. No final da noite de segunda-feira (7), o Plantão da Polícia Civil registrou a ocorrência como não criminal, já que os familiares que prestaram as informações ao PAI não foram localizados.
Além de eles não terem informado endereço no prontuário médico, o único número de telefone fornecido pela mãe da criança à enfermaria constou como não existente.
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