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66714VÍDEO: Da dança aos 42 km: a jornada de superação da fisioterapeuta Jéssica Conti na Maratona de Porto Alegre
Mãe, empresária e atleta: como a paixão pela corrida transformou sua vida e inspirou outras mulheres
OSVALDO CRUZ - Com uma rotina dividida entre a fisioterapia, os cuidados com os dois filhos e o casamento, Jéssica Conti encontrou na corrida muito mais que um hobby: uma ferramenta de autoconhecimento e superação.
No último mês, ela completou um desafio que parecia distante há alguns anos – os 42,195 km da 40ª Maratona de Porto Alegre.
Mas a vitória não veio sem obstáculos: foram seis meses de preparação intensa, disciplina e uma rede de apoio essencial para conciliar treinos, família e trabalho.
Da dança à corrida: uma transição natural
A relação de Jéssica com o esporte começou na infância, com a dança. "Nas férias, eu precisava gastar energia e saía para correr em Parapuã, onde morava", lembra. Aos poucos, a corrida foi ocupando espaço em sua vida, mesmo após o casamento e a mudança para Osvaldo Cruz.
"Trabalhava até tarde, mas ainda assim saía para correr. Cheguei a completar 5 km antes das gestações", conta.
Com a segunda gravidez coincidindo com a pandemia, a dança – antes sua grande paixão – precisou ser deixada de lado. Foi então que a corrida assumiu um novo significado. "Participei da minha primeira prova na cidade e me encantei. Decidi levar a sério, com treinos estruturados e acompanhamento profissional", explica.
O desafio da maratona: mais que um teste físico
Sob a orientação do técnico de atletismo José Pedro dos Santos, Jéssica começou a se preparar para a meia maratona e, depois, encarou o objetivo maior: os 42 km. "Quando ela chegou, já tinha um bom condicionamento, mas sabia que seria necessário dobrar a dedicação", afirma o treinador. "A maratona vai além do físico; é uma prova mental e técnica."
Para Jéssica, conciliar a rotina exaustiva de treinos com a vida pessoal foi o maior desafio. "O treinamento para uma maratona é uma desconstrução. Você se vê no limite da dor física e emocional, mas ainda precisa lidar com família, trabalho e estudos", relata. "Houve dias em que foi difícil, mas me agarrei a tudo que já havia conquistado até ali."
A chegada: lágrimas e gratidão
No dia da prova, cada quilômetro foi uma vitória. "Nos últimos metros, só pensava em agradecer – aos meus pais, ao meu treinador, ao meu marido e a mim mesma por ter me permitido viver essa transformação", emociona-se. "Foram 42 km de lágrimas, sabendo que eu era forte o suficiente para chegar lá."
Para José Pedro, ver Jéssica cruzar a linha de chegada foi um momento de orgulho. "Ela me permitiu guiá-la nessa jornada, e ver sua superação foi um sonho realizado. Não tem como não se emocionar."
Um recado para outras mulheres
Jéssica sabe que, como mulher, dedicar tempo a si mesma nem sempre é fácil. "Muitas desistem porque precisam cuidar de mil funções. Mas meu conselho é: comecem. Se um dia surgir a ideia ‘maluca’ de fazer uma maratona, vá em frente. Todo o esforço vale a pena", incentiva. "Ninguém fará por nós o que podemos fazer por nós mesmas."
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