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O que fica de herança na Seleção para a Copa de 2027 no Brasil

Após a campanha em Paris 2024, seleção sai fortalecida com a prata, mas é preciso manter o rumo de renovação e investimentos.

"O que a gente leva dessas Olimpíadas é o resgate que a gente fez do orgulho, das pessoas falarem do futebol feminino, das pessoas começarem a acreditar mais no futebol feminino"
 
Mais do que uma medalha de prata, fica uma herança, um caminho trilhado para o grande momento do futebol feminino do país: uma Copa do Mundo em 2027, no Brasil. Serão três anos até lá, e o que Paris 2024 deixa para a Seleção é a certeza de que pode mais. Renova as esperanças diante de um cenário recente de decepção em uma eliminação na primeira fase em um Mundial. Como Marta bem citou: foi o resgate do orgulho. E algo ainda mais importante. Temos uma geração jovem presente que foi apresentada a um palco como a Olimpíada e outros nomes chegando das seleções de base que fortalecem a caminhada com a visibilidade de mais uma final olímpica.
 
São pelos menos 11 jogadoras que terão 30 anos ou menos na Copa do Mundo. Uma zaga que sai renovada com Tarciane e Lauren. As duas terão 24 e 25 anos, respectivamente em 2027. Com propostas para deixar o Grêmio ainda no meio do ano, Lorena é uma afirmação ainda maior depois dos Jogos Olímpicos e segue uma trilha segura para o Mundial. Já havia mostrado antes da lesão de LCA sua extrema capacidade, mas em seu retorno brilhou com a camisa da Seleção. A ida ao Exterior também a ajudará nesse processo de constante evolução do futebol em nível mundial e uma exigência ainda maior.
 
Os nomes também passam pelo meio de campo: Ana Vitória, Yaya, Angelina, Duda Sampaio, todas elas abaixo dos 30 anos na Copa. Gabi Nunes, Kerolin e Jheniffer também podem igualmente aparecer como opção e saem com boas referências de uma disputa em alto nível. E um nome em especial para o ataque vejo como principal aposta. Atualmente com 19 anos, Priscila terá apenas 22 na competição no Brasil. Mostrou que sua capacidade de evolução é enorme principalmente com a atuação diante das espanholas. Se bem construído seu caminho até 2027, até mesmo nas escolhas de carreira, tem tudo para ser a 9 do Mundial.
 
Há também outras que chegam e podem começar a ser testadas. Nomes como Giovanna Waksman, que 18 anos, e Juju Harris, que terá 20. Por que já não dar oportunidades? Importante fazer com que a roda gire e também o processo de renovação seja perene.
 
Temos um momento crucial pela frente. Aproveitar a medalha de prata para seguir crescendo e com o impulso gigantesco de uma Copa do Mundo em nossas terras. O investimento já aumentou, temos campeonatos bem estabelecidos, mas é preciso mais. É necessário que as federações também igualmente se esforcem e os clubes mantenham projetos seguros e não frágeis e dependentes do masculino ou de mandatos pontuais de presidentes. Quem embarcar firme nesse caminho poderá ver uma realidade de sucesso para todos os envolvidos. A hora é agora.
 
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