Blog do Giu
44444Psicóloga alerta amigos e familiares de quem passa por depressão e outros problemas para se evitar o suicídio ou tentativas
Na semana em que num mesmo dia duas mulheres tentaram contra as próprias vidas, o Portal Ocnet entrevistou a psicóloga Andreia Ferreira
OSVALDO CRUZ - Sinais como isolamento ou ansiedade acima do normal devem ser observados por familiares e amigos para se evitar que uma pessoa chegue ao extremo da tentativa de suicídio.
Na semana em que num mesmo dia duas mulheres tentaram contra as próprias vidas, o Portal Ocnet entrevistou a psicóloga Andreia Ferreira, que ressaltou: "tudo o que é de ordem emocional e psicológica vem de fatores diversos, diferentes origens e patologicamente se manifesta em padrões".
Desta forma, cada pessoa que tentou ou se chegou a se suicidar teve um caminho diverso e em certo momento a trilha se desviou todos para o mesmo destino."Não podemos sistematizar o que leva uma pessoa a tentar ou conseguir o suícidio, os caminhos e paradas que percorreu é o que lhe diferencia totalmente de outra pessoa", afirma.
A psicóloga frisa que há um momento em que esses caminhos chegam todos a um mesmo trilho, que pode levarar a um mesmo destino: o suícidio ou à tentativa de. "Então encontramos alguns padróes que podem ser observados. Na minha experiencia proissional me deparei com casos diversos que se distingue em três aspectos:
-pessoas com uso de drogas, transtornos e doenças mentais e psicológicas que com uso errado ou falta de medicação e tratamento alimenta pensamentos e ações suicidas;
-os que cometem suicidio por caso de acontecimentos externos como morte, doença, traumas, abuso, bullyinge adversidades repentinas;
-e os que vão adoecendo gradativamente. planejam o suicidio antes mesmo de fazer", acrescenta.
Caminhos
Na opinião de Andreia Ferreira, o primeiro caso pode ter uma causa ligada à falta de medicação ou a um tratamento ou uso desrregulado, entre outros.
"O segundo é um surto, um descontrole emocional motivado por uma causa e o terceiro onde quero me prolongar mais porque é o mais difícil de tratamento e o menos aceito por todos: a pessoa tem um contratempo, começa a não dormir direito ou dormir demais, acredita que tudo é um incômodo ou muito diícil de se fazer, não vê nada bom, o marido não procura, o trabalho é pesado e insuportável, não tem vontade de viver, não tem forças nem alegria para a nada", exemplifica ao acrescentar que também há os que parecem ter perdido a noção e andam em alta velocidade, trabalham sem descanço, dirigindo feito loucos, sem responsabildade causando desordem, brigando na rua, sendo promiscuos e baderneiros.
"Esta situação de desamparo emocional e suicídio vem aumentando. É uma porcentagem maior que acidentes de trânsito, um número de mortes por suícidio que também cresce e os prolemas aumentam por falta de uma cultura de prevenção. Não prevenção ao suicídio. mas à saúde emocional e psíquica. No meu ponto de vista mais ainda por uma cultura que negam o adoecer emocional e psicológico", completa.
Recomendações
A psicóloga recomenda que o acompanhamento psiquiático por vezes é necessário bem como uso de medicamentos. "Mas precisamos mudar nossa cultura de que tratar doenças emocionais e psicológicas é coisa de louco ou problemático. Pensar que adoecemos emocional e psiclogicamente e que podemos tratar e sarar também devem ser levados em conta", disse.
"|A dor psicológica é insuportável tanto quanto a fisíca e só quem já sentiu ou vivenciou algo semelhante pode entender o que a pessoa que sofre com depressão ou está nesse caminho para o suicídio tem. A a dor é tão forte que a pessoa prefere por fim à própria vida. O que precisamos fazer é a conscientização quanto à necessidade de tratamento psicológico e médico do paciente", finalizou Andréia Ferreira.
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