- Atualizado em 01/11/2017 08:55

Tv, Teatro e Música

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Você está assistindo a Stranger Things do jeito errado

É bem provável que você esteja vendo TV errado, e os irmãos Duffer (criadores do programa) estão desesperados com isso

INTERNACIONAL - Você está vendo TV errado desde que comprou sua última televisão. Talvez até mesmo antes disso. E quem está furioso com isso são os irmãos Duffer, criadores de Stranger Things. Eles, e um grupo de cineastas estão clamando: pegue o controle remoto, e vamos arrumar isso já.

A questão toda é técnica.  Os televisores mais modernos já vêm de fábrica com uma configuração que não se adapta à maneira como filmes e séries são filmados.

É que a maioria dessas produções são gravadas em uma frequência de 24 frames por segundo, ou seja, para cada segundo de imagem a filmadora tira 24 fotos – que conseguem enganar nossos olhos para que vejamos movimento ali. O número é baixo, já que câmeras atuais conseguem filmar a mais de 60 frames por segundo; mas é uma tradição.

Desde o princípio da indústria se utilizam duas dúzias de frames por motivos variados: alguns clamam que, por ser uma frequência mais lenta, nosso cérebro interpretaria as filmagens nessa velocidade como algo irreal (o que facilitaria a imersão do espectador em tramas fictícias), outros dizem que a escolha é meramente econômica (já que muitos longas ainda são filmados em película, gravar com uma frequência maior, gastaria rolos e rolos de filme extra, aumentando o custo de produção em milhões de dólares).

O problema é que esse acordo para o número de frames só existe entre as produções culturais. Transmissões ao vivo de esportes, por exemplo, tendem a ter mais frames – já que a frequência maior ajuda na percepção de detalhes importantes, como a trajetória da bola ou revisões de arbitragem em câmera superlenta.

O que os novos modelos de televisão fazem é, automaticamente, exibir tudo em uma frequência superior.

Dessa forma, você consegue ver o Brasileirão como se estivesse no estádio, mas na hora de ver Stranger Things, seu aparelho tenta aumentar o número de frames por cena.

É como tentar pegar um fusquinha charmoso e forçar ele a apostar corrida com um Ferrari. Você sobrecarrega a imagem.

As cenas ficam com pequenos defeitos, como uma espécie de sombra gelatinosa atrás de tudo que se mexe um pouco mais rápido.

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