Saúde

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Secretaria de Saúde confirma que pacientes com câncer de Osvaldo Cruz serão atendidos em Marília, Ourinhos, Tupã e Assis

Nas entrelinhas, assessoria da pasta descarta encaminhamento para hospitais de referência oncológica de Jaú e Barretos

Izaltina Otaviani Silva é tesoureira da Rede Feminina de Combate ao Câncer de Osvaldo Cruz (foto: arquivo) Izaltina Otaviani Silva é tesoureira da Rede Feminina de Combate ao Câncer de Osvaldo Cruz (foto: arquivo)

REGIONAL - A notícia encaminhada à imprensa nesta semana por entidades de voluntários para assistência a pacientes com câncer na região sobre a supressão de encaminhamentos de pacientes de várias cidades a hospitais especializados em oncologia em Jaú e Barretos por parte do Governo do Estado na prática se confirma.

O Portal Ocnet recebeu nesta quinta-feira, 24, nota da assessoria de imprensa da Secretaria Estadual da Saúde que ressalta o fato do Departamento Regional de Saúde (DRS) de Marília que "a regulação dos casos oncológicos na região está ocorrendo por meio da Rede Hebe Camargo de Combate ao Câncer, do Governo do Estado".

De acordo com a pasta, "a finalidade da rede é organizar o atendimento a pacientes com câncer em São Paulo" e "para tanto, conta também com uma central de regulação específica para encaminhamento dos casos oncológicos a serviços de referência, conforme a demanda de cada paciente", afirma.

Na região de Marília, o atendimento aos pacientes com câncer "é ofertado pelo Hospital das Clínicas e as Santas Casas de Marília, Tupã e Ourinhos", o que exclui hospitais de referência nacional e autorizados a receber pacientes do SUS como Jaú e Barretos.

"Além disso, para fortalecer o atendimento na região, no ano passado o Governo do Estado firmou convênio e implementou, no Regional de Assis, uma ‘clínica estendida’ de Oncologia da Santa Casa de Ourinhos", completa a nota.

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Oftalmos 82 (saúde) - 25/01/2019

Entidades de voluntários são contra decisão do Estado

A tesoureira da Rede Feminina de Combate ao Câncer de Osvaldo Cruz, Izaltina Otaviani Silva, destaca que as ligas de voluntários da região já se mostram contrárias à política adotada pelo Estado.

"Para nós está difícil. Os pacientes que são encaminhados pela Rede Feminina de Osvaldo Cruz não deixarão de ser atendidos em Jaú. Mas os novos pacientes que vierem a surgir, infelizmente, deverão obedecer a nova política determinada pelo Estado, que é a regulação de vagas. O governo do Estado resolveu direcionar os pacientes para Marília, Tupã, Assis e Ourinhos, o que nos deixa preocupados", enfatizou Izaltina.

A voluntária confirma que a diretoria da Rede Feminina de Combate ao Câncer de Osvaldo Cruz manteve reunião sobre o assunto com o prefeito Edmar Mazucato (PSDB). O encontro também discutiu o fato do município e a Rede manterem em Jaú uma Casa de Apoio para assistência a pacientes com câncer que precisam de atendimento.

"Os pacientes estão preocupados porque o tratamento em Jaú é excelente. Essa é uma doença de um enfrentamento muito difícil. Infelizmente nós também estamos de mãos atadas porque temos que nos submeter à política estadual. Mas estamos mobilizados em nível regional no sentido de documentar a situação e pedir a continuidade do atendimento que havia até então, que é o de parceria com hospitais de referência como Jaú. Não se pode mudar algo que está dando certo", afirmou Izaltina ao mencionar que a classe política está sendo mobilizada em apoio ao movimento encabeçado pelos voluntários.

 

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