Rural

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Cooperados rejeitam contas da Ceroc relativas a 2018

Assembleia foi nesta segunda-feira na sede da entidade

Foto: Cristiano Nascimento_Fm Metrópole Foto: Cristiano Nascimento_Fm Metrópole

OSVALDO CRUZ - Perto de 200 cooperados participaram de uma Assembleia Geral Ordinária da CEROC (Cooperativa de Eletrificação Rural de Osvaldo Cruz), na tarde desta segunda-feira (25), na sede da entidade e por maioria reprovaram o relatório de 2018, o balanço patrimonial, demonstração da sobra e o planejamento para 2019. 

A assembleia foi marcada por tumulto, bate-boca e gritos pedindo a renúncia do presidente, Ademir Barrueco. Os participantes tiveram oportunidade de votar a prestação de contas da atual diretoria, que acabou sendo reprovada.Diante da rejeição, uma comissão foi formada para a realização de uma auditoria nas contas da cooperativa.

Além disso, os participantes elegeram o novo Conselho Fiscal composto por três pessoas e também a redução dos salários do presidente (passando de R$ 9,5 mil para dois salários mínimos (R$ 1.996,00), do Secretário de R$ 3,5 mil para um salário mínimo (R$ 998,00). Dos demais conselheiros de R$ 400 para R$ 50 mensais.

A revolta dos cooperados é em relação aos valores que são cobrados mensalmente pelo fornecimento da energia elétrica às propriedades rurais.

Para Reginaldo Zaramela, quem mora na cidade paga R$ 0,43 o KW/h enquanto os cooperados pagam mais de R$ 1. "Na zona rural, em tese deveria ser mais em conta. Queremos destituir esta diretoria porque se eles não têm capacidade de diminuir os valores cobrados e nós precisamos colocar quem lute de verdade pelos cooperados", disse ao acrescentar que a Ceroc visa serviços e produtos mais baratos e o que acontece é que, em sua opiniçao, a Ceroc explora os cooperados.

Outro cooperado, Antônio Leozipe, destacou que os cooperados consideram a atual diretoria "ruim". "Esta manifestação é dentro da democracia e questionamos algumas posições da diretoria e eles acham ruim. Chegamos nesse ponto da votação nominal e pelo que constamos na lista de presença, estamos com 99% de ganho. Não queremos barrar ninguém, queremos uma auditoria independente para poder fazer questionamentos com o que o presidente vem apresentando para os cooperados. Tem questionamento que estamos fazendo desde 2012, 2013, então estamos aqui reivindicando os direitos dos cooperados", finalizou.

Presidente se manifesta

O presidente da Ceroc, Ademir Barrueco, disse à Rádio Metrópole FM que o ocorrido em assembleia é "péssimo" e usou a palavra "golpe" de uma minoria a mobilização e as decisões havidas no encontro desta segunda-feira.

O próximo passo será a elaboração de auditoria nas contas da entidade e depois ser convocada uma assembleia extraordinária para apreciação do relatório sobre as contas.

O presidente lembrou que há 27 famílias que dependem do trabalho e que têm vínculo com a Ceroc.

Projetec 55 (rural) - 26/03/2019

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