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Polícia adota barricada de carros e canhão de luz contra ataque aéreo do PCC

Esquema montado em aeroporto e em prisão de Presidente Venceslau visa barrar resgate

PRESIDENTE VENCESLAU - As medidas de segurança adotadas pelo governo de São Paulo em Presidente Venceslau (612 km da capital paulista) para evitar um resgate de chefões da facção criminosa PCC inclui um sistema antiaéreo com uso de luzes especiais, metralhadoras em pontos estratégicos e barricadas na pista do aeroporto local.

O bloqueio do aeroporto ocorre legalmente desde 10 de outubro por determinação da Justiça e conta também com uso de veículos velhos espalhados pela pista.

São carros e motos que antes estavam apreendidos em um pátio da prefeitura, próximo ao local, e foram dispostos de forma a evitar aterrissagens. Uma das suspeitas da polícia envolve a possível utilização de um jatinho para levar o principal chefe da facção, Marco Camacho, o Marcola, para fora do país.

O sistema de segurança foi implantado, segundo policiais ouvidos, desde o início da operação, em outubro, logo após a descoberta de um plano de resgate que utilizaria helicópteros de guerra e exército de mercenários.

Outro item desse sistema antiaéreo são canhões de luz instalados nos pontos mais altos da muralha da penitenciária 2 de Presidente Venceslau, onde estão confinados os chefões do PCC e o possível alvo de resgate.

Canhões de luz ficam todo o tempo sendo movimentados de um lado para outro, em pontos diferentes da muralha.

Na entrada principal da penitenciária havia, ainda, um veículo blindado com um grupo de policiais fortemente armados, incluindo uma metralhadora MAG .762, com grande poder de destruição.

A arma foi instalada sobre o veículo blindado e um policial fica pronto para disparar contra um eventual invasor.

Tanto nas proximidades do aeroporto quanto nas da penitenciária 2 de Venceslau, há uma série de atiradores de elite espalhados pela zona rural. São homens do batalhão de choque e do COE (operações especiais), que ficam camuflados

“Eu levei o maior susto. Tinha ido caçar maxixe no mato e dei de cara com um policial desses. Ele perguntou: ‘aonde a senhora vai?’”, disse a aposentada Ana Alves Moreira, 74, moradora de um bairro próximo ao aeroporto.

O mecânico de aeronaves Rafael Ferreira Rosa, 28, disse que uma série de vezes policiais militares estiveram no seu hangar para fazer perguntas e recomendaram que não ficasse circulando durante a noite por ali. “Não estou saindo nem de dia, quanto mais à noite”, respondeu aos PMs, segundo ele.

 
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