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Ministério Público revoga pedido de guarda provisória concedida a avó da menina de 12 anos que passou por um ritual de iniciação no candomblé

Caso ocorreu em Araçatuba, e a advogada da avó disse que não vai se manifestar.

ARAÇATUBA - O Ministério Público concordou com o pedido de revogação da guarda provisória concedida para a avó da menina de 12 anos que passou por um ritual de iniciação no candomblé, em Araçatuba. A informação consta em um despacho publicado no Diário Oficial nesta quarta-feira (12).
 
O caso foi registrado no dia 23 de julho após denúncia de que a adolescente estaria sofrendo maus-tratos em um terreiro. Desde então, ela está morando com a avó materna. A mãe da menina contratou um advogado para tentar recuperar a guarda da filha na Justiça.
 
Segundo o boletim de ocorrência, policiais militares foram acionados para atender denúncia sobre maus-tratos e possível abuso sexual.
 
Os policiais, então, foram ao terreiro e encontraram a adolescente com a responsável pelo local. Indagada, a garota informou que estava em tratamento espiritual e que não sofria maus-tratos.
 
Além disso, a equipe conversou com a responsável pelo terreiro, que alegou que a adolescente estava passando por um tratamento espiritual. Com isso, ela teria que ficar em confinamento. Porém, alegou que a menina não sofreu violência.
 
A mãe da adolescente esteve no local e informou que tinha total conhecimento do tratamento espiritual e que sua filha não sofria qualquer tipo de abuso.
 
Os policiais também informaram que a adolescente trajava roupas brancas, que remetem à religião, aparentava tranquilidade e não apresentava hematoma ou lesão aparente, porém estava com os cabelos raspados.
 
A menina, então, passou por perícia no Instituto Médico Legal (IML) para constatação do corte de cabelo, o que o delegado de plantão entendeu como uma forma de lesão corporal.
 
O caso corre em segredo de Justiça. A advogada da avó disse que não vai se manifestar. Com o novo posicionamento do Ministério Público, o juiz decidirá se a guarda da menina retorna para mãe ou não.
 
Revestir 273 (regional) - 13/08/2020
 
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