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Idoso deficiente físico que foi vítima de ataque de abelhas recebe alta hospitalar e volta para casa

Filha relata momentos de desespero.

ADAMANTINA - Já recebeu alta hospitalar e voltou para casa o idoso de 74 anos que foi vítima de um ataque de abelhas na última segunda-feira (22) em Adamantina-SP. A filha dele, Bárbara Fernandes, contou que o pai ainda está um pouco abalado com o que ocorreu, mas já busca se adaptar ao período de superação e esquecer o episódio que poderia ter acabado em tragédia.

 

Bárbara contou detalhes do ataque e dos momentos de desespero enfrentados pelo pai, que é deficiente físico e ainda sofre de hipertensão e diabetes.

Segundo ela, as pessoas que viram as cenas agonizantes tiveram a impressão de que se tratava de uma “coisa de filme”.

 

José Moreira de Castilho foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e ficou três dias internado na Santa Casa de Misericórdia de Adamantina, sob atendimento médico, inclusive, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Ele voltou para casa nesta quarta-feira (24).

 

“Ele ainda está um pouco abalado, porque é uma coisa trágica mesmo. As pessoas que viram ali falaram que era coisa de filme. Ele, como é um senhorzinho deficiente físico, então, tem uma dificuldade de andar, e ele sempre fica na esquina da casa dele, sentado num banquinho ali. Ele conversa com as pessoas que passam ali, são pessoas que fazem caminhada, tem um parque próximo. Então, ele tem amizade com as pessoas todas”, disse Bárbara 

 

“Nesse dia, ele estava no mesmo lugar, sentadinho, com o banquinho dele na esquina. E ele viu uma pessoa correndo na rua. Pra ele, era mais uma pessoa que vinha fazendo caminhada. Ele não se deu conta do que estava acontecendo. Quando ele olhou, já viu aquele enxame de abelhas já vindo em cima dele, já tomou conta de uma vez nele. Pegou na cabeça e foi pelo corpo inteiro”, narrou a filha.

 

De acordo com Bárbara Fernandes, o idoso conseguiu se levantar e chegar até o portão de casa, que fica a cerca de 60 metros do local do ataque, e contou com a ajuda providencial de pessoas que se uniram para espantar as abelhas, que estavam no alto de um poste da rede de energia elétrica, no trecho entre a Avenida Deputado Cunha Bueno e a Rua Santos Dumont.

 

“Ele conseguiu se levantar, mesmo com o corpo todo daquele jeito cheio de abelhas, aquelas abelhas amarelas, da Europa, ele conseguiu chegar até o portão da casa dele, que dá mais ou menos uns 60 metros de onde ele estava. As pessoas passavam, viam o espanto dele, mas não desciam, tinham medo. Claro, abelhas... O que aconteceu? Dois rapazes, que Deus abençoe esses rapazes pro resto da vida, um deles colocou um pano numa escada e colocou fogo nesse pano e nisso espantou um pouco as abelhas”, salientou Bárbara.

 

“Depois, um outro rapaz também chegou, arrumou um pano, um lençol, não sei de onde, jogou em cima do meu pai. Foi o que deu uma ajudada também. Aí o meu irmão chegou também em seguida, eu cheguei atrás, o meu irmão já estava dentro do caminhão, meu irmão colocou o escapamento próximo dele pra esfumacear pra espantar um pouquinho. Nisso que espantou um pouquinho, meu irmão já desceu do caminhão, catou a mangueira da casa do meu pai e começou a esguichar água nele pra poder dar uma aliviada. Mas ele gritava: ‘Socorro! Socorro! Socorro!’. Pedia para que alguém ajudasse ele, mas as pessoas já haviam ligado para o [Corpo de] Bombeiros e tudo pra poder vir até o local”, prosseguiu a filha.

 

“Mas, se não fossem essas duas pessoas que tivessem ajudado ele no início, com certeza, ele não teria aguentado. Setenta e quatro anos, hipertenso, diabético, deficiência física... Graças a Deus, também, que ele não tem alergia, porque, se ele tivesse alergia, aí seria pior”, pontuou Bárbara.

 

Um outro alívio para o idoso é já poder contar com a companhia da cachorrinha de estimação, que também foi vítima do ataque das abelhas, precisou passar por atendimento médico veterinário, mas se recuperou após o tratamento e voltou para casa com o dono.

 

 

“Ele está meio abatido ainda pelo fato que aconteceu, com a cachorrinha dele também, a cachorrinha ficou hospitalizada. Graças a Deus, recebeu tratamento, está bem, já está na casa dele junto com ele já”, comentou a filha.

 

Bárbara ressaltou que as condições físicas de seu pai não permitiram que ele tivesse uma reação diferente ao ataque das abelhas.

 

Ele ainda está um pouquinho chateado, um pouco triste com o que aconteceu, porque é uma coisa que jamais ele esperava. Quer dizer, ninguém esperava. Eu também fiquei super chateada em ver meu pai naquela situação, por ser deficiente e tudo, sem poder fazer nada. Se é uma pessoa que tem uma saúde, pode correr, pode de repente rolar no chão pra tentar minimizar as abelhas. Mas ele, como não pôde fazer nada daquilo, então, pra mim foi muito triste ver ele daquele jeito”, contou a filha.

 

“Mas, graças a Deus, ele é uma pessoa forte, de natureza e tudo. Ele falou que tem muita fé em Deus, que Deus também ajudou bastante ele. Graças a Deus, agora, a gente está um pouquinho mais aliviada. E, com o passar dos dias, ele vai já se adaptando, procurando esquecer um pouco”, finalizou Bárbara.

 

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