Polí­cia

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TJ nega recurso da defesa e mantém a cargo do júri popular julgamento da morte de atriz atingida por tiro em blitz da PM

Luana Barbosa, que tinha 25 anos na época, era passageira da motocicleta conduzida por seu namorado quando recebeu o disparo de arma de fogo

Blitz acontecia na Avenida Joaquim Constantino (Foto: Arquivo/G1) Blitz acontecia na Avenida Joaquim Constantino (Foto: Arquivo/G1)

PRESIDENTE PRUDENTE - Os desembargadores da 13ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) negaram provimento ao recurso em sentido estrito impetrado pela defesa do policial militar Marcelo Aparecido Domingos Coelho e mantiveram o julgamento do caso da morte da atriz e produtora cultural Luana Barbosa a cargo do Tribunal do Júri em Presidente Prudente.

Coelho foi pronunciado como incurso no artigo 121 do Código Penal, pelo crime de homicídio simples, para que seja submetido a julgamento perante o Tribunal do Júri, em Presidente Prudente, em decorrência da morte da atriz e produtora cultural Luana Barbosa.

Ela morreu depois de ser atingida por um tiro disparado pela arma que era usada por Coelho durante uma blitz realizada pela Polícia Militar na Avenida Joaquim Constantino, na Vila Formosa, em Presidente Prudente, no dia 27 de junho de 2014. Luana, que tinha 25 anos de idade, era passageira da motocicleta conduzida por seu namorado na época, Felipe Fernandes de Barros.

Coelho alegou, segundo consta no acórdão do TJ-SP, que o motociclista desobedeceu à ordem de parada na blitz, que o condutor do veículo realizou uma manobra evasiva em sua direção, que sacou a arma e pensou que seria atropelado, que sentiu um impacto no braço quando ocorreu o tiro e que não tinha percebido que a arma havia disparado.

Já o motociclista, ainda conforme o acórdão, declarou que não parou na blitz por problemas de freio no veículo que conduzia, que o policial apontou a arma em direção ao seu peito com os dois braços esticados, que desviou do réu, que o militar atirou em sua namorada e que não houve qualquer impacto contra seu capacete.

O Comando de Policiamento do Interior (CPI-8) informou ao G1 nesta quinta-feira (7) que Coelho, hoje com 47 anos, trabalha atualmente no 18º Batalhão de Polícia Militar do Interior (BPM-I), que tem sede em Presidente Prudente, e, como cabo da corporação, exerce a função de auxiliar na Seção de Administração de Materiais.

 

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