Polí­cia

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Mãe de Isis Helena é achada morta na cadeia de Tremembé

Um primeiro boletim de ocorrência registrado dentro da cadeia, consta que Jennifer teria cometido suicídio.

VALE DO PARAÍBA - A Polícia Civil e a Secretaria de Administração Penitenciária investigam a morte de Jennifer Natália Pedro, de 26 anos, encontrada morta em uma cela da Penitenciária de Tremembé, no Vale do Paraíba. 
 
Um primeiro boletim de ocorrência registrado dentro da cadeia, consta que Jennifer teria cometido suicídio.
 
Entenda o caso 
 
A Polícia Civil de Mogi Guaçu (SP) indiciou por homicídio doloso (quando há a intenção de matar) a mãe de Isis Helena, que tinha um ano e 10 meses de idade quando desapareceu em Itapira (SP) no dia 2 de março. 
 
Segundo a investigação, Jennifer Natália Pedro foi negligente nos cuidados com a garota, que morreu durante a madrugada, segundo depoimento, e depois teve o corpo jogado no Rio do Peixe. 
 
Os esclarecimentos foram prestados hoje pelo delegado seccional José Antônio Carlos de Souza. 
 
A reação "apática" quando a criança desapareceu e as contradições nos depoimentos dados pela mãe de Isis durante o andamento das investigações foram "colocados em um quadro" e analisados cuidadosamente.
 
O depoimento da testemunha que disse ter visto Jennifer indo de moto ao Rio do Peixe foi determinante para a polícia. Com a informação, a imagem de uma câmera de segurança foi analisada. Segundo o delegado, foi possível ver Jennifer com uma mochila nas costas.
 
Nela, estava a criança. Jennifer disse que, na noite anterior ao desaparecimento, Isis Helena estava com febre. Após dar oito gotas de ibuprofeno, deu a mamadeira e colocou a criança para dormir. No dia seguinte, quando acordou, a menina estava fria e com espuma na boca. A mãe disse que ficou desesperada e resolveu sumir com o corpo da criança para evitar "comentários pela vizinhança". "Ela já tinha algumas denúncias de maus tratos dos outros filhos, e confessou para nós que era usuária de drogas e de álcool, por isso tinha medo do que os vizinhos poderiam falar.
 
Quando percebeu que a criança estava morta, a decisão de jogá-la no rio e falar do desaparecimento parecia a mais sensata para ela", afirmou o delegado.
 
A mulher será indiciada por ocultação de cadáver e homicídio doloso, quando há a intenção de matar. Na avaliação da equipe de investigação, ela foi negligente no trato com a criança. O Ministério Público também aceitou a denúncia. A prisão temporária vence no domingo, mas um pedido para conversão em preventiva já foi feito - a Justiça deve analisar o caso com urgência.
 
 
 
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