- Atualizado em 03/04/2020 16:34

Polí­cia

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Agente penitenciário que assassinou esposa estava afastado do trabalho havia 7 meses e tinha posse de arma particular na PF, diz SAP

Em resposta a questionamentos, secretaria explicou que, por ser um bem particular, a arma não pode ser recolhida ou apreendida sem determinação

MARTINÓPOLIS - Em resposta a questionamentos, a Secretaria da Administração Penitenciária do Estado de São Paulo (SAP) esclareceu nesta quarta-feira (1º) o afastamento de Alex Betti, de 35 anos, do cargo de agente penitenciário, que foi preso após matar a tiros a esposa Renata Alves, de 24 anos, na noite da última segunda-feira (30), em Martinópolis (SP). Ele confessou o crime.

A SAP informou que o servidor em questão atuava no Centro de Detenção Provisória (CDP), em São Bernardo do Campo (SP). Ele estava afastado das funções desde 8 de agosto de 2019 até o dia 8 de janeiro de 2020, de formas intercaladas, por atestados de transtorno de adaptação e episódio depressivo leve.

Desde o dia 8 de janeiro de 2020, o agente penitenciário recebeu afastamento ininterrupto, após apresentar atestado por ansiedade generalizada e episódios depressivos moderado e grave, de acordo com a SAP.

A secretaria foi questionada a respeito da arma utilizada no crime, que era de propriedade do servidor público estadual, e por que ela foi mantida com o agente penitenciário, já que ele estava afastado do cargo.

A SAP explicou que, desde o primeiro afastamento do cargo, em agosto de 2019, o agente teve sua carteira de identidade funcional, que lhe dava o direito de portar arma, recolhida pela unidade prisional. No entanto, Betti tinha posse de arma e armamento particular registrado na Polícia Federal (PF).

Nesse caso, por ser um bem particular, a secretaria informou que a arma não pode ser recolhida ou apreendida sem determinação de autoridade policial.

Alex Betti trabalhava no CDP, em São Bernardo do Campo, desde setembro de 2016.

O agente matou a esposa durante uma discussão, após desconfiar de uma possível traição, conforme declarou em depoimento à Polícia Civil.

De acordo com o delegado responsável pelas investigações, Airton Roberto Guelfi,ainda em depoimento, o autor afirmou que “perdeu a cabeça” durante a discussão e cometeu o crime.

 O homem foi preso em flagrante por feminicídio e submetido a audiência de custódia na tarde desta terça-feira (30), onde foi decretada pela Justiça a prisão preventiva do agente penitenciário.

O corpo da vítima foi sepultado na manhã desta quarta-feira (1º), no Cemitério Municipal de Martinópolis.

 

 

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