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Vaticano nega que Papa tenha enviado terço a Lula

Advogado argentino impedido de se encontrar com Lula não fez visita em nome do pontífice, diz Vaticano

INTERNACIONAL - Em nota publicada no site Vatican News, o Vaticano negou nesta terça-feira (12) que o advogado argentino Juan Grabois tenha tentado visitar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em nome do Papa Francisco, ao contrário do que foi alegado pelo PT e pela equipe do ex-presidente em suas redes sociais. Segundo a Santa Sé, a visita foi feita “a título pessoal”. O jurista foi impedido pela Polícia Federal de se encontrar com o petista.

O Vaticano também nega que o rosário entregue por Grabois ao petista tenha sido enviado pelo pontífice. De acordo com a nota, o terço teria sido apenas “abençoado” pelo Santo Padre, como é feito em tantas ocasiões. Ao site EXAME, a  Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) atestou a veracidade da nota.

“Em mérito às notícias circuladas sobre o suposto envio de um terço pelo Papa Francisco ao ex-presidente Lula, esclarecemos que o advogado argentino Juan Gabrois, fundador do Movimento dos Trabalhadores Excluídos e ex-consultor do Pontifício Conselho Justiça e Paz, tentou fazer uma visita – a título pessoal – ao ex-presidente”, diz a nota publicada na página do Facebook do Vatican News.

No Facebook, o post  sobre o mesmo assunto foi editado na manhã de hoje com a informação de que o rosário teria sido, na verdade, abençoado pelo pontífice. No histórico de edições, é possível ver que a postagem original afirmava que o rosário teria sido enviado pelo santo padre.

O Partido dos Trabalhadores (PT), por sua vez, divulgou em seu site que Grabois seria um consultor do Vaticano. Segundo o Vatican News, o advogado argentino não é mais consultor do Pontifício Conselho Justiça e Paz, órgão extinto pela Santa Sé em agosto do ano passado. 

Preso desde 7 de abril, Lula pode receber visitas para ajuda espiritual toda segunda-feira. No entanto, por não exercer função religiosa, Grabois não foi autorizado a encontrá-lo. Em entrevista na porta da carceragem PF em Curitiba (PR), o advogado fez críticas ao judiciário brasileiro — mas não mencionou que seria emissário do papa.

 

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