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Médico explica a lesão no olho de Bruno Henrique, do Santos

Segundo oftalmologista, terapia com laser afastou possibilidade de cirurgia; clube evita estimar prazo para retorno aos gramados

Bruno Henrique com óculos de proteção para preservar local da lesão (Foto: Arquivo Pessoal) Bruno Henrique com óculos de proteção para preservar local da lesão (Foto: Arquivo Pessoal)

SANTOS - O atacante Bruno Henrique, do Santos, sofreu cinco lesões diferentes no olho direito. Ele está afastado do time desde o dia 17 de janeiro, quando uma bolada no rosto o tirou da partida contra o Linense, logo aos sete minutos de jogo, na estreia do Campeonato Paulista.

O jogador apresentou evolução nos últimos dias, sem restrições na visão periférica, mas ainda com dificuldades na visão central. Apesar da melhora, o clube, cauteloso, evita estimar uma data para o retorno do atacante.

A lesão poderia ter causado problemas mais sérios, como aconteceu com o ex-jogador Tostão, se Bruno Henrique não tivesse recebido o atendimento adequado rapidamente, segundo explica o oftalmologista Celso Afonso, responsável pelo tratamento.

Em 1969, Tostão levou uma bolada no olho esquerdo que causou o deslocamento da retina. Ele passou por cirurgia e voltou a tempo de ser campeão da Copa do Mundo de 1970, no México. Mas três anos depois, com problemas no mesmo local, Tostão abandonou o futebol aos 26 anos.

– O Tostão rasgou e descolou a retina, o Bruno Henrique só rasgou. Imediatamente o departamento médico do Santos o levou a um oftalmologista em Lins. No dia seguinte, de manhã, nós atendemos o Bruno Henrique e já detectamos a lesão, antes de ocorrer o descolamento da retina. Por isso ele não foi para a cirurgia. Conseguimos resolver com aplicações de laser – disse Afonso ao GloboEsporte.com.

Em 1969, Tostão levou uma bolada no olho esquerdo que causou o deslocamento da retina. Ele passou por cirurgia e voltou a tempo de ser campeão da Copa do Mundo de 1970, no México. Mas três anos depois, com problemas no mesmo local, Tostão abandonou o futebol aos 26 anos.

– O Tostão rasgou e descolou a retina, o Bruno Henrique só rasgou. Imediatamente o departamento médico do Santos o levou a um oftalmologista em Lins. No dia seguinte, de manhã, nós atendemos o Bruno Henrique e já detectamos a lesão, antes de ocorrer o descolamento da retina. Por isso ele não foi para a cirurgia. Conseguimos resolver com aplicações de laser – disse Afonso ao GloboEsporte.com.

Bruno Henrique tem utilizado diariamente óculos de proteção, acessório que ele terá que manter assim que voltar aos campos para evitar um novo trauma.

O médico Celso Afonso contou que o jogador terá uma cicatriz no local da lesão, mas que ela não irá afetar o desempenho do atacante santista.

– Ele vai ter alguma cicatriz na visão central, porém é algo que eu acho que não vai atrapalhar em absolutamente nada o desempenho dele na prática de esportes. Talvez houvesse algum prejuízo se ele fosse um piloto de avião, mas não para prática do futebol.

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