- Atualizado em 01/07/2020 15:28

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Longe do dardo, lançadora osvaldo-cruzense treina, em casa, por causa da pandemia

Eloah Scramin está recuperada do joelho, mas falta de treinos específicos preocupa: "O treino com dardo é fundamental"

OSVALDO CRUZ - A alegria de não precisar operar o joelho esquerdo, vista recentemente, contrasta com a incerteza de quando será o retorno às competições.
 
Esse misto de sensações definem a rotina da osvaldo-cruzense Eloah Scramin, atleta do lançamento de dardo. Ela está em São Caetano do Sul, ao lado do namorado, onde tem aproveitado o período, em casa, para manter a forma.
 
“Essa pandemia que a gente está vivendo pegou todo mundo de surpresa. A gente tem feito o que dá, com o que a gente tem. Eu consegui algumas barras e anilhas para fazer um trabalho em casa. Mas, mesmo assim, não chega nem perto do que faço no meu treino normal”.
 
Uma das maiores dificuldades é quanto aos lançamentos. Treinando em casa, a atleta não consegue fazer os treinos com o dardo, sua principal ferramenta de trabalho. E isso tem preocupado bastante, uma vez que a parte técnica fica comprometida.
 
"Na minha modalidade, o treino com o dardo é fundamental. Aqui em São Caetano, não estou fazendo. Um atleta de corrida, por exemplo, pode correr na rua. Mas no meu caso, é mais complicado".
 
Durante a pandemia, a atleta passou duas semanas em Osvaldo Cruz, no Oeste Paulista, junto com a família. Nesse período, ela aproveitou para treinar no sítio da família.
 
"Quando visitei meus pais, eu pude aproveitar para treinar no sítio, mas também aproveitei para ver o pôr do sol, respirar ar puro, aquelas coisas que a gente só encontra no interior. Por aqui, a minha rotina é mais dentro de casa", disse a lançadora Eloah Scramin.
 
Depois da visita, Eloah passou uma semana em Campo Mourão, cidade paranaense onde moram os parentes do namorado. Após o retorno à capital, Eloah fez mais uma viagem. O destino foi uma propriedade rural em Santa Catarina, na cidade de Braço do Norte. Por lá, foi possível treinar com alguns equipamentos específicos.
 
"Em Santa Catarina, pude lançar as pelotas. Um equipamento que usamos nos nossos treinos. Isso ajudou bastante para manter a força e a técnica".
 
De volta a São Caetano, entre um treino e outro, Eloah divide o tempo com os alunos. Além de atleta, ela é instrutora de pilates. Duas vezes por semana, ela dá aula em um estúdio, que está funcionando com as restrições impostas pelo Plano São Paulo, já que a cidade do ABC paulista vive a fase laranja.
 
“Por aqui, o estúdio está aberto, seguindo as restrições. Estou apenas com um aluno que voltou à rotina”.
 
Sem a definição da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) sobre o calendário das competições para o restante da temporada, a atleta segue focada, cheia de esperança de que o retorno está próximo.
 
“A gente tem que ter paciência. Estou me preparando para voltar o mais perto possível da melhor forma. Acredito que tudo isso vai passar, e que a gente vai voltar bem mais forte em busca do índice olímpico”.
 
 
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