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Insatisfeita com elenco, diretoria do São Paulo se irrita com apatia e planeja reforços

Além dos sete jogadores contratados até agora, Tricolor planeja dar mais opções ao técnico Diego Aguirre para o restante da temporada

Lugano, Ricardo Rocha e Raí têm duro trabalho para fazer no São Paulo (Foto: Rubens Chiri / saopaulofc.net) Lugano, Ricardo Rocha e Raí têm duro trabalho para fazer no São Paulo (Foto: Rubens Chiri / saopaulofc.net)

SÃO PAULO - A postura do time na derrota por 1 a 0 para o São Caetano, no último sábado, pelas quartas de final do Paulistão, deixou a diretoria do São Paulo muito irritada. Chamou a atenção da cúpula tricolor a apatia dos jogadores no Anacleto Campanella. Não à toa o planejamento para a sequência da temporada prevê a contratação de reforços. O clube, aliás, está no mercado de olho em opções.

Na última segunda-feira, o presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, esteve no CT da Barra Funda para se reunir com o departamento de futebol e com o técnico Diego Aguirre. A conversa foi principalmente sobre o momento do time, mas sem cobranças e em um tom considerado sereno. A avaliação é de que não seria correto fazer cobranças após apenas um jogo.

Tratar sobre reforços não estava exatamente na pauta da conversa, mas a avaliação interna é de que serão necessárias contratações, principalmente dependendo das saídas futuras.

Júnior Tavares, por exemplo, está na mira do Rennes, da França, e há o conhecimento de que Cueva poderá sair depois da Copa do Mundo. Além disso, o futuro de Éder Militão, com quem o Tricolor negocia há meses uma renovação contratual, é incerto.

Como o Paulistão é visto pelo São Paulo como um atalho em busca da paz – se não for campeão do estadual, os outros três títulos em disputa (Copa Sul-Americana, Copa do Brasil e Brasileirão) serão definidos só no fim do ano –, a pressão nesta terça-feira, às 21h, no Morumbi, é grande. O Tricolor precisa vencer por dois gols de diferença para ir às semifinais. Ou por um para decidir nos pênaltis.

A situação, portanto, é bem clara no CT da Barra Funda: o rumo do elenco depende do título do Campeonato Paulista. Do contrário, haverá mudanças severas para o restante do ano. Há a preocupação de que o São Paulo novamente tenha como principal objetivo no Brasileirão a luta contra o rebaixamento. Afinal, o time sofre até hoje com as cicatrizes deixadas do ano passado.

Sobre reforços, está claro nos bastidores do clube que a maioria dos contratados até agora não rendeu o esperado. Por isso a necessidade de encontrar outras soluções para Diego Aguirre, além das já existentes com os garotos recém-promovidos da base. À época de Dorival Júnior, os pedidos à diretoria eram de jogadores de velocidade pelas pontas.

Até agora foram contratados sete jogadores: Diego Souza (ainda não engrenou), Anderson Martins (sofre com um problema na região dorsal), Jean (tem oscilado), Tréllez (recebeu poucas chances), Nenê (também não engrenou), Valdívia (o que mais rendeu até agora) e Régis (ainda não estreou).

– Temos opções no elenco, mas obviamente vamos buscar mais peças pensando na temporada como um todo – declarou Raí, diretor-executivo de futebol do São Paulo, no último sábado.

Na segunda-feira, após sorteio que definiu os confrontos da quarta fase da Copa do Brasil, na CBF, Diego Lugano, superintentende de relações institucionais do São Paulo, falou sobre o tema.

– O imediato é tentar virar contra o São Caetano (nas quartas de final do Paulistão). Todo mundo quer ver de novo um São Paulo competitivo, protagonista, que obtenha resultados. E não passa só por treinador isso. Passa muitas coisas que o clube tem de corrigir. E depois de corrigir, tem de continuar corrigindo. E corrigir até encontrar o rumo certo – falou Lugano, ao SporTV.

Descansados, os jogadores mais experientes foram escalados e não renderam no primeiro duelo das quartas de final, assim como vinha ocorrendo com Dorival Júnior.

Antes, o Tricolor comandado pelo interino André Jardine e sob a supervisão de Aguirre mostrou melhor performance diante de RB Brasil e CRB com garotos. Isso aumentou a insatisfação da direção com os mais experientes.

Na diretoria do São Paulo, inclusive, a visão é de que a escalação e a falta de atitude da equipe dentro de campo lembraram a apatia do time de Dorival no fim da passagem do ex-treinador. Diante disso tudo, o time terá mudanças para o segundo duelo.

 

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