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Derrotas consecutivas do Corinthians geram perguntas e buscas por soluções

Fase ruim gera incompreensão. Retomada dos destaques e dedo de Carille serão fundamentais

Carille passa pela primeira vez por uma turbulência como técnico do Corinthians (Foto: Daniel Augusto Jr/Ag.Corinthians) Carille passa pela primeira vez por uma turbulência como técnico do Corinthians (Foto: Daniel Augusto Jr/Ag.Corinthians)

CORINTHIANS - A inédita sequência de duas derrotas na temporada gera uma série de questionamentos entre torcedores do Corinthians e, principalmente, vindos dos "secadores" rivais:

O Timão vai perder o título mesmo já tendo ficado a 10 pontos do vice-líder?
O Corinthians se tornou um time manjado após fazer história no primeiro turno?
A boa fase de Rodriguinho, Jadson, Romero & Cia. acabou no meio do Brasileirão?
Fábio Carille, antes considerado um gênio, perdeu o domínio diante do grupo de atletas?

O momento é de incompreensão. Embora a derrota para o Santos na Vila Belmiro seja considerada normal – o Timão não vence lá desde 2014 –, o que incomoda é a impressão passada após quatro jogos no segundo turno: três derrotas, só uma vitória e um futebol empobrecido.

Além do Peixe, o Timão perdeu para Vitória e Atlético-GO, ambas em Itaquera, em partidas que a soma de seis pontos era praticamente garantida na matemática da Fiel, da comissão e dos atletas.

As duas derrotas em casa, aliás, são vistas internamente como divisor de águas. Se antes a equipe convivia com a sensação de ser imbatível, os resultados adversos contra times que lutam pela permanência na Série A trouxeram dúvidas. O discurso, porém, é positivo dentro do elenco.

– Não podemos ficar achando defeitos. Temos de trabalhar, não ficamos felizes com as derrotas, mas temos de estar unidos. Nós temos de melhorar, queremos ser campeões, então temos de retomar rapidamente. Raça e dedicação nunca faltaram – destacou o goleiro Cássio.

A mudança passa por dois fatores: a retomada de alguns atletas e a condução de Fábio Carille.

A RETOMADA DOS ATLETAS

É consenso entre torcedores e membros da comissão técnica que alguns jogadores estão oscilando neste momento do campeonato. Atletas como Rodriguinho, Jadson e Romero – para citar três exemplos – estão distantes de repetir as ótimas atuações do primeiro turno e do Paulistão.

A defesa, que antes parecia intransponível, levou quatro gols nos últimos quatro jogos. Curiosamente, o time voltou pior das duas paradas que o campeonato teve, primeiro por conta do adiamento do jogo contra a Chapecoense e depois pelos compromissos da Seleção. Além dos gols sofridos, o time deixou de fazer nas várias oportunidades criadas, pecando nas finalizações.

Com Pedrinho e Marquinhos Gabriel ainda fora de combate, a sensação é que o banco de reservas não tem oferecido grandes opções para que Carille consiga mudar um panorama ofensivo. Contra o Santos, entraram Camacho, Clayson e Giovanni Augusto, mas o time seguiu mal. Uma outra alternativa era Kazim, tão questionado pelo torcedor. Não há mais incrições para o campeonato.

A CONDUÇÃO DE FÁBIO CARILLE

É a primeira vez que Fábio Carille atravessa um momento de turbulência à frente do Corinthians em 2017. Em abril, o time foi eliminado nos pênaltis para o Internacional na Copa do Brasil às vésperas do segundo jogo da semifinal do Paulistão contra o São Paulo. A reação foi de apoio.

Agora, apesar de seguir líder e com sete pontos de vantagem para o Grêmio, pela primeira vez a equipe foi derrotada duas vezes consecutivas no ano.

A véspera do jogo de quarta, contra o Racing, da Argentina, pela Sul-Americana, e os dias que antecederão o jogo contra o Vasco, domingo, pelo Brasileirão, exigirão a influência do treinador, tanto tática e técnica como emocional. Apesar de não ser um motivador no dia a dia, as palavras de Carille terão peso importante nesta fase de dúvidas.

Há quem acredite no CT que o momento exige de Carille uma postura um pouco mais dura com os jogadores que não vêm rendendo, o que dificilmente ocorrerá. Isso porque o treinador se mantém sereno no dia a dia. Aconselhado pelo ex-técnico René Simões, ele costuma dizer que tem de manter as semanas de trabalho parecidas nas vitórias e nas derrotas para não causar estranheza.

As correções, pontuais e coletivas, serão feitas nos próximos dias na base de treinos e estudos (os jogadores recebem material em vídeo do Cifut). Por enquanto, não haverá mudança de rota.

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