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Cuca joga a toalha no Brasileirão e admite dificuldade para definir o Palmeiras

Agora 16 pontos abaixo do líder Corinthians, algoz desta quarta-feira, treinador definitivamente trata a Libertadores e a Copa do Brasil como foco

Cuca durante o Dérbi (Foto: Marcos Ribolli) Cuca durante o Dérbi (Foto: Marcos Ribolli)

PALMEIRAS - Pouco mais de dois meses depois de ter retornado ao clube em que foi campeão brasileiro em 2016, Cuca reconheceu nesta quarta-feira, após a derrota por 2 a 0 para o Corinthians, que tem encontrado dificuldade para reencontrar uma formação ideal para o Palmeiras.

– Sou muito realista. Não consegui definir ainda o Palmeiras, não consegui definir a lateral, dar sequência para eles, dizer para eles: "vocês são meus titulares, vão". Não consegui definir o centroavante. Não é porque eu não quero. Mas é culpa minha. Tento dar sequência, como dei chance para o Egídio. A tolerância (da torcida) com ele é pequena, com o Borja. Ainda não consegui – disse o técnico.

– No ano passado, eu tinha definido. Quando precisava dar uma mexida, eu dava. É meu perfil (tentar algo diferente para mudar o jogo). Não posso perder o jogo e ficar quieto. Vou pôr o Mina de centroavante de novo. Se pudesse pôr outro, eu punha. Não vejo problema se acham ruim que eu coloquei – argumentou, justificando as improvisações feitas sobretudo na etapa final do clássico.

Além de ter colocado Zé Roberto em campo para liberar Mina ao ataque, na tentativa de explorar a bola aérea, Cuca retornou do intervalo com Róger Guedes na lateral direita, posição em que Tchê Tchê havia atuado no primeiro tempo. Tentativas tomadas diante da dificuldade em furar as linhas defensivas do cada vez mais líder do Brasileiro.

– Foi um jogo como a gente imaginava que iria ser, com o Corinthians bem ajustado nas linhas de quatro, muito próximas da área defensiva, com Jô e Rodriguinho um pouquinho adiante. Que a gente teria trabalho de bola e fatalmente teria algum espaço para o Guerra flutuar nas costas dos volantes. Até aconteceu, mas não demos a bola para o Guerra. Tivemos controle do jogo muito grande em cima da posse de bola, mas essa defesa consistente do Corinthians dificulta a tabela por dentro – analisou.

Como na rodada passada, quando foi derrotado pelo Cruzeiro, em Belo Horizonte, o treinador poupou diretoria e elenco para assumir a culpa pelo terceiro tropeço seguido na temporada. Tropeço que o faz, definitivamente, não mais acreditar na conquista do título brasileiro. A prioridade, mais do que nunca, passa a ser a Libertadores, torneio pelo qual o time faz o segundo jogo de volta das oitavas de final em 9 de agosto, contra o Barcelona de Guayaquil, em casa.

– Temos de pensar (em nos classificarmos) na Libertadores do ano que vem, em estar entre os seis, de preferência entre os quatro. Ter, nos matas-matas, nosso carro-chefe. Temos de tentar ganhar a Libertadores ou a Copa do Brasil. Ou os dois – comentou.

Antes da Libertadores, o Palmeiras decidirá em 26 de julho, diante do Cruzeiro, uma vaga na semifinal da Copa do Brasil. Depois de ter empatado por 3 a 3 o jogo de ida, a equipe precisará vencer em Belo Horizonte para avançar.

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