- Atualizado em 18:23

Educação

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Sintrapp promove encontro com servidores da Educação de Osvaldo Cruz e denuncia falta de funcionários e sobrecarga de trabalho nas escolas municipais

Encontro foi na Câmara Municipal e próximo passo será reunião com Prefeito Mazucato

OSVALDO CRUZ - Servidores da Secretaria Municipal de Educação denunciaram em assembleia na noite desta terça-feira, 27, na Câmara Municipal a diretores e técnicos do Sintrapp (Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Presidente Prudente e Região) sobrecarga e falta de condições de trabalho, entre outras reivindicações. O encontro reuniu principalmente professores e servidores da área de alimentação das escolas municipais, além dos vereadores Homero Massarente e Valdemir Anselmo (ambos do MDB), além de Roberto Pazotto (PP).

De acordo com a professora Andréia Ferreira Martins, a classe cobra dispositivo que consta no Estatuto do Magistério de Osvaldo Cruz que é a valorização profissional, mas na prática "a valorização viraram sete horas de trabalho a mais". "Isto compromete quem pretendia dar aulas na rede particular ou para escolas estaduais ou ainda têm outros trabalhos. Hoje o professor da rede municipal de ensino fundamental tem que voltar à escola onde dá aula três vezes na semana no período da tarde", protestou.
 
Outro ponto cobrado pelos professores é quanto ao número de horas trabalhadas por semana. "Quando a maioria dos professores efetivos prestou concurso o edital falava em 30 horas por semana. Por que agora temos que cumprir 37? Além disso, as professores readaptadas (aquelas que por algum motivo não têm como estar em salas de aula) também estão tendo que cumprir as 37 horas nas escolas. Entendemos que, como readaptadas, essas professoras deveriam ter sua carga diminuída e não aumentada", disse Andréia Martins.

Diretores e coordenadores são funcionários de confiança

Outro ponto apresentado pelos professores é o fato dos ocupantes de cargos de diretor de escola e coordenador pedagógico serem funcionários de confiança e não aprovados em concurso público. "São funções de área técnica e isso atrapalha muito o funcionamento da estrutura da escola. Não há como questionar a gestão escolar porque as medidas são funcionários de confiança do Prefeito", afirmou Andréia.

Os professores ainda criticaram a falta de plano específico para a Educação Especial na rede municipal de ensino. "Está meio enrolado isso, não sabemos o que é feito quanto à inclusão de alunos com necessidades especiais", completou Andréia Martins.

Merendeiras sem condições e sobrecarregadas

Já a presidente do Sintrapp, Luciana Telles, denunciou ainda a falta de servidores na área da alimentação escolar e ainda ausência de condições de trabalho na preparação de merenda servida aos alunos.

"Ouvimos aqui de servidores do setor que os professores têm uma sobrecarga de serviços, cozinheiras que trabalham sozinhas e têm que dar conta de fazer as refeições de centenas de alunos em determinadas escolas (sem horário para almoço), superlotação em salas de aulas, crianças com necessidades especiais deveriam estar em salas de aula com número reduzido de alunos e não há. Então estamos bem preocupados com o quadro que se apresenta em Osvaldo Cruz", disse a presidente Luciana Telles ao mencionar que há casos de servidores cansados e que adoecem por causa do trabalho.

O próximo passo será formalizar as reivindicações e procurar o Prefeito Edmar Mazucato (PSDB) para uma rodada de negociações.

Cozinheiras querem insalubridade

A servidora Ana Dourado, que é cozinheira em escola, o principal pleito é quanto ao pagamento de insalubridade (quando a saúde do trabalhador é colocada em risco). "Nossas condições de trabalho são difíceis, além de toda cozinheira ter direito a uma ajudante. Muitas de nós trabalham sozinhas. Nossos salários não são condizentes com a nossa responsabilidade porque é onde começa tudo na Educação. O salário base de uma merendeira hoje é pouco além de R$ 1 mil. Além disso, algumas auxiliares ocupam a função de cozinheira e isso é errado. Muitas estão ficando doentes. Pedimos que o Prefeito e vereadores, que respeitamos muito, olhassem por nós", disse a servidora.

Vereadores

O presidente da Câmara, Homero Massarente (MDB), afirmou que deve acompanhar juntamente com os colegas vereadores que o Município cumpra suas obrigações. "Aqui tinham cozinheiras, professoras e outros servidores. Todos trouxeram reivindicações pertinentes e algumas até desempenhando suas tarefas em unidades com quadros reduzidos. Então vamos verificar também as condições estruturais das escolas e vamos estar ao lado dos servidores em uma fiscalização mais atenta nas unidades escolares. Os servidores não devem ter medo de procurar o vereador e contar a sua realidade", disse Massarente.


 
 

 

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