Economia

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OC fecha 2017 com o pior desempenho na microrregião e perde quase 300 vagas de emprego

Números são do CAGED e foram divulgados na última sexta-feira, 26 de janeiro

OSVALDO CRUZ - A geração de empregos formais fechou o ano de 2017 de forma calamitosa em Osvaldo Cruz.

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), confirmaram as expectativas e mostraram que Osvaldo Cruz perdeu, ao longo de 2017, quase 300 vagas de emprego.

O resultado coloca a cidade com o pior desempenho entre as 12 cidades da área de abrangência do Jornal Cidade Aberta (JCA).

De janeiro a dezembro do ano passado, foram criadas 1889 vagas formais em Osvaldo Cruz. No mesmo período, porém, outras 2171 foram fechadas. Com isso, o saldo aponta para um déficit de 282 vagas.

O resultado é o segundo pior desde 2013.

Desde 2013, em apenas duas oportunidades a cidade terminou com saldo positivo. Foi neste ano, inclusive, que houve o melhor desempenho com 3.290 admissões, contra 3.076 demissões. O saldo naquela oportunidade foi de 214.

Em 2014 o número de admissões em Osvaldo Cruz foi de 3.515 em 12 meses. No mesmo período, a cidade registrou 3.507 demissões e terminou aquele ano com um saldo positivo de oito empregos.

Já em 2015, foram 3.007 admissões contra 3.283 demissões e um saldo negativo de 276 empregos.

Em 2016, Osvaldo Cruz terminou com 2.248 admissões, mas em contrapartida registrou 2.663 demissões – o que gera um saldo negativo de 415 empregos – o pior resultado desde 2013.

Preocupa, ainda, o fato de que apenas três, das 12 cidades analisadas, terem registrado mais demissões do que contratações ao longo do último ano.

Além de Osvaldo Cruz, Sagres (com saldo negativo de cinco vagas) e Salmourão, que registrou déficit de quatro vagas, ficaram no vermelho.
Bastos e Tupã lideram

Os melhores resultados da microrregião foram registrados nas cidades de Bastos e Tupã.

Foi a “Capital do Ovo”, inclusive, que ficou com o melhor desempenho ao longo do ano de 2017: foram 2530 admissões, contra 2296 demissões. O saldo final foi positivo em 234 vagas.

Já em Tupã, maior cidade da microrregião, o saldo ficou positivo em 218 vagas após 5738 contratações e 5520 demissões.

Brasil perde mais de 20 mil vagas

A economia brasileira fechou no ano passado 20.832 postos de trabalho formais.

Esse foi o terceiro ano consecutivo com perda de vagas formais. Entre 2015 e 2017, o país fechou um total de 2,88 milhões de postos.
Apesar disso, o resultado do ano passado foi o melhor em três anos, ou seja, desde 2014 - quando foram criadas 420,69 mil vagas de trabalho.

O saldo negativo de 20.832 postos registrados em 2017 é a diferença entre as contratações (14.635.899) e as de demissões (14.656.731).

"Para os padrões do CAGED, esta redução em 2017 é equivalente à estabilidade do nível de emprego, confirmando os bons números do mercado na maioria dos meses do ano passado e apontando para um cenário otimista neste ano que está começando", declarou o ministro do Trabalho substituto, Helton Yomura, por meio de nota à imprensa.

Com o corte de vagas em 2017, o Brasil fechou o ano com um estoque de 38,29 milhões de empregos formais existentes. Esse é o estoque mais baixo desde o final de 2011, quando 38,25 milhões de pessoas ocupavam empregos com carteira assinada no país.

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