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Economia

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Corte no Sistema S ameaça existência de pequenos negócios, diz presidente do Sebrae-SP

Novo mandatário do órgão, Tirso Meirelles afirma que um corte de 30% já impediria o atendimento a 300 mil clientes

O ministro da Economia, Paulo Guedes (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil) O ministro da Economia, Paulo Guedes (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

NACIONAL - O corte de verbas direcionadas pelo governo federal ao Sistema S, sugerido pelo ministro da Economia Paulo Guedes, representaria uma “ruptura significativa nas atividades do Sebrae”, segundo o novo presidente do Sebrae-SP, Tirso Meirelles. Em entrevista à Folha de S. Paulo, o gestor da seção paulista do órgão afirmou que, se concretizada, a medida prejudicaria “a quantidade e a qualidade” do atendimento aos pequenos negócios.

Em dezembro, Paulo Guedes afirmou em discurso na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro)que seria necessário “meter a faca” no Sistema S, cujas organizações recebem repasses do governo executivo federal. A redução poderia ser de até 50%.

“O corte proposto, independentemente do percentual, representará uma ruptura significativa nas atividades do Sebrae, com impacto direto e imediato no tamanho de nossa operação e, por consequência, na quantidade e na qualidade de atendimentos e na sobrevivência dos pequenos negócios”, disse Meirelles.

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Segundo o presidente do Sebrae-SP, um corte de 30% nos repasses já faria com que “300 mil clientes deixassem de ser atendidos, quase 60 mil alunos do ensino fundamental deixariam de ter acesso a lições de cultura empreendedora e cerca de 65 postos municipais seriam fechados.”

Meirelles lembrou que, hoje, micro e pequenas empresas respondem pelo emprego de 43,6 milhões de brasileiros e pela geração de 27% do PIB do país. “A sobrevivência do pequeno negócio está diretamente relacionada a algum tipo de  tratamento diferenciado.”

Ele destacou o programa de apoio a startups como um dos que sofreriam imediatamente no caso da promessa de Guedes ser cumprida.

Apesar disso, Meirelles apontou que o ministro da Economia “reiterou que não quer destruir o que funciona”, e se disponibiliza a ajudá-lo a encontrar alternativas. “Ele contará com todos nós, representantes da sociedade civil, para encontrar caminhos que conduzam para a melhoria do ambiente para empreender”, disse.

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