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Polícia Civil conclui inquérito sobre cartas de facção criminosa com planos para matar promotor de Justiça e indicia três presos

Investigação foi finalizada com o indiciamento de três homens que cumpriam pena na Penitenciária de Junqueirópolis

JUNQUEIRÓPOLIS - A Polícia Civil concluiu nesta quinta-feira (3) o inquérito policial que investigou cartas da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) apreendidas na Penitenciária de Junqueirópolis e que possuíam ameaças de morte contra o promotor de Justiça do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público Estadual (MPE), Lincoln Gakiya, o coordenador de presídios Roberto Medina e outros profissionais ligados à Secretaria da Administração Penitenciária do Estado de São Paulo (SAP).

 

Três homens, todos presos, foram indiciados pelos crimes de organização criminosa e ameaça.

O delegado responsável pela investigação, Eliandro Renato dos Santos, informou que foram apreendidas em janeiro deste ano três cartas relacionadas à facção criminosa na Penitenciária de Junqueirópolis.

“Todas elas [cartas] continham ameaças, inclusive, com mapas e procedimentos a serem adotados para tirar a vida dos agentes públicos”, afirmou Santos.

Com a conclusão, o inquérito foi encaminhado para o Fórum da Comarca de Junqueirópolis para manifestação do Ministério Público e análise do Poder Judiciário sobre o caso.

Atualmente, dois dos indiciados encontram-se presos no Centro de Readaptação Penitenciária (CRP), em Presidente Bernardes (SP), onde funciona o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD). Já o terceiro envolvido, está na Penitenciária 2 de Mirandópolis (SP), segundo a SAP.

 

 

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