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Bariri: mãe da universitária faz desabafo sobre crime

Mariana Bazza aceitou ajuda do suspeito para trocar pneu do carro

BARIRI - A mãe da universitária Mariana Bazza, de Bariri (SP), que foi achada morta após receber ajuda de um desconhecido para trocar o pneu do carro, tenta entender o motivo do crime envolvendo o principal suspeito.

 

Marlene Bazza fez um desabafo ao lado do marido e do namorado da jovem, Jefferson Vianna, durante um protesto na área central da cidade.

"Minha filha era linda e maravilhosa, de bom coração, estudante e acabou com todo o sonho dela. Comigo ela não está mais e nunca mais vai estar. Ela foi vítima de uma porcaria dessa e por que ele matou ela? Se ele queria o carro ele poderia ter levado, não me interessa o carro. Queria a vida dela, queria ela aqui junto comigo. Hoje em dia não podemos acreditar em ninguém, nem para trocar um pneu", disse.

Por volta das 9h, o namorado questionou se Mariana tinha trocado o pneu, mas não tem mais retorno da jovem. Depois de saber da morte, Jefferson publicou uma homenagem à namorada em sua rede social: "Tudo o que sinto se resume em saudade".

Novas imagens mostram a insistência do suspeito em ajudar a universitária.

No vídeo, é possível ver o momento em que Mariana saiu com o carro perto da academia junto com uma amiga, Heloísa Passarello, que estava em uma moto. Na sequência, ela parou o veículo e o suspeito aparece atravessando a rua para abordar as jovens.

Segundo a amiga, foi Rodrigo quem avisou que o pneu estava murcho. O homem estava com um celular quando ofereceu ajuda. Em seguida, após Mariana recusar, ele atravessou e voltou para a chácara, que fica em frente à academia, onde ele trabalhava como pintor.

Mariana e a amiga ficaram por alguns minutos em frente à academia. Depois Heloísa saiu com a moto. Neste momento, Rodrigo voltou a atravessar a rua e abordou novamente a universitária.

Heloísa afirmou que antes de sair pediu para que Mariana fosse embora, mas a amiga preferiu tentar ligar para o pai ou um primo

Heloisa lembra: "Eu falei: 'Vai embora, dá tempo de você chegar em casa'. E ele pega e fala assim: 'Não vai dar tempo. Se for embora com o pneu desse jeito, vai estragar o pneu'. Falei então que eu ia embora porque senão eu ia me atrasar. Nisso ele já tinha atravessado a avenida, falado que se precisasse era só chamar. E eu fui embora."

Sozinha, Mariana decidiu ir até a chácara com o carro para trocar o pneu. Mariana fez uma foto de Rodrigo enquanto ele trocava o pneu e enviou para família.

Rodrigo Alves, o homem que ofereceu ajuda, já tinha praticado vários crimes e as vítimas eram sempre mulheres.

primeira condenação por crime sexual aconteceu em 2001. Armado com uma faca, ele atacou uma estudante de 18 anos, que foi violentada, na zona leste de São Paulo.

Por esse crime, Rodrigo passou 13 anos na cadeia. Depois, quando ganhou a liberdade, voltou a roubar e a estuprar.

Em janeiro de 2015, em Itápolis (SP), uma mulher disse que Rodrigo invadiu a casa dela e mandou que ela ficasse nua. Segundo a vítima, Rodrigo ficava se encostando nela. Depois, pegou um computador da casa e fugiu. Nesse caso, ele foi absolvido por falta de provas.

 

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