Covid-19

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SP registra os piores índices semanais desde o início da pandemia

Já a média móvel diária de mortes está acima de 200 há dez dias seguidos.

SÃO PAULO - O estado de São Paulo registrou o maior número de novos casos confirmados de Covid-19 em uma semana desde o início da pandemia. Entre domingo (10) e o último sábado (16), foram 79.106 confirmações no total, o que dá a média de 11.301 casos por dia.

O maior valor semanal anterior* havia sido observado na semana entre 9 e 15 de agosto, quando foram confirmados 75.799 casos no total, o que dá a média diária de 10.828.
 
"No número de casos, foi a nossa pior semana. Tivemos uma elevação de 9% em relação à semana anterior. Mesmo naquele momento em que testávamos mais, e que chegamos ao nosso pico, que aconteceu na 33ª semana epidemiológica [de 9 a 15 de agosto], já superamos este montante. Já superamos o número de casos no pico que nós tivemos naquela semana, 33ª", disse o secretário estadual de Saúde, Jean Gorinchteyn, em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (18).
 
A média móvel de mortes diárias, que considera os registros dos últimos sete dias, é de 230 nesta segunda-feira (18). O valor é o maior desde o dia 23 de agosto de 2020 e cresceu 57% em relação ao registrado há 14 dias, o que para especialistas indica tendência de alta da epidemia.
 
O dado considera a média dos registros dos últimos sete dias e está acima de 200 há dez dias seguidos, valor que não era observado desde o dia 16 de setembro do ano passado. Como o cálculo da média móvel leva em conta um período maior que o registro diário, é possível medir de forma mais fidedigna a tendência da pandemia.
 
Segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde, foram contabilizadas 42 novas mortes por coronavírus nas últimas 24 horas, elevando o total desde o início da pandemia para 49.987. Já o total de casos confirmados da doença subiu para 1.628.272, considerando os 2.933 novos registros nas últimas 24 horas.
 
Os novos registros não significam, necessariamente, que as mortes e casos aconteceram de um dia para outro, mas, sim, que foram computados no sistema neste período. As notificações costumam ser menores aos finais de semana e feriados, quando as equipes de saúde trabalham em esquema de plantão.
 
Nesta segunda-feira, a média móvel diária de casos é de 11.304. O valor é 71% maior que o registrado há 14 dias, o que para especialistas também indica tendência de alta.
 
A média diária de casos está acima de 10 mil há dez dias seguidos. O último registro de média móvel acima de 10 mil casos no estado era de 18 de agosto.
 
Devido à piora nos indicadores de saúde, o Governo de São Paulo antecipou a reclassificação do plano de flexibilização da quarentena sexta-feira (15) e oito regiões do estado foram para fases mais restritivas do plano de flexibilização econômica. Atualmente, 10 regiões estão na fase laranja, seis na amarela e uma na fase vermelha, mais restritiva do plano. A previsão era de que uma nova mudança só fosse feita em fevereiro.
 
O estado de São Paulo registrou nesta segunda-feira (18) o número total de 13.815 pacientes internados por Covid-19 em toda rede hospitalar, sendo 7.811 em enfermaria e 6.004 em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
 
O total de pacientes internados tem se mantido acima de 10 mil desde o início de dezembro de 2020, o que pressiona o sistema de saúde e interfere no atendimento de outras doenças.
 
Nesta segunda, a taxa de ocupação de leitos de UTI para Covid-19 em toda rede de saúde, incluindo serviços particulares e públicos, é de 70,1% na Grande São Paulo e de 69,1% no estado.
 
A taxa de ocupação de leitos de UTI na Grande São Paulo não ficava acima de 70% desde 20 de junho de 2020.
 
"Estamos com taxa de ocupação de UTI no estado em 69,1% e na Grande São Paulo 70,1%. A impressão que se dá é que ainda temos 30% de sobra. Nós temos que entender que algumas das regiões já tiveram seus hospitais atingindo a marca de 100%, é que nós conseguimos redirecionar os pacientes para outros hospitais. Agora, até quando conseguiremos isso? Nós não podemos só ampliar leitos e leitos. Precisamos também diminuir a circulação de doença na nossa população", disse o secretário de saúde, Jean Gorinchteyn.
 
Os índices de ocupação variam dia a dia, e a central de regulação do estado é responsável por conseguir vagas para pacientes que estão na fila de atendimento.
 
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