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LGBTs excluídos do convívio familiar se reúnem para ceia de Natal: 'Acolhedor'

1ª edição do ‘Feliz Natal, Mona’ recebeu 60 convidados para comemorar a data em Araraquara

ARARAQUARA - A ceia natalina na noite do domingo (24) foi mais colorida na 1ª edição do “Feliz Natal, Mona”, realizada no Centro Afro de Araraquara (SP) . Entre o clima de festa, histórias de aceitação e superação. No evento, definido como acolhedor, alguns convidados celebraram a data após anos na solidão, como o caso da travesti Raquel de Santana Aparecida de Paula.

Depois da morte dos pais, ela contou que a única opção era passar o Natal nas ruas se prostituindo. “Às vezes, eu sentava e pensava na época que passava com minha família, porque depois que me tornei travesti nunca tive um Natal”.

A sensação de vazio transformou-se em algo rotineiro. “Era como se não tivéssemos ninguém, como se houvesse festas em todos os lugares, mas não existisse para nós. É como se sempre tivéssemos que estar separados e escondidos embaixo do tapete”, afirmou.

Raquel contou que após a morte dos pais outros familiares não eram assim tão tolerantes. “Eles me aceitavam como gay, mas quando me assumi travesti o preconceito foi maior”, disse.

Com um sorriso de gratidão e esperança, Raquel acredita que no movimento LGBT reencontrou uma família. “Se não houvesse esse evento hoje, estaria nas ruas assim como nos outros anos”.

Natal de “Sobriedade”

Sem efeito de álcool ou drogas. Assim foi a véspera de Natal de Adriana de Souza Garcia, de 37 anos. Segundo ela, foi um 24 de dezembro na “sobriedade após muito tempo”.

Atualmente, ela vive sob os cuidados da Associação Casa São Pio, onde passa por tratamento para se livrar do álcool, mas já foi acolhida pela instituição em outras ocasiões.

“Não sabia que passar o Natal na sobriedade era tão feliz quanto passar embriagada, eu não sabia como era verdadeiro, para gente ser feliz não precisamos de bebida ou drogas na vida”, afirmou.

Aceitação

Joviana Nunes de Brito, de 34 anos, vive na São Pio há pouco mais de dois anos. Foi parar nas ruas por medo da aceitação da mãe após assumir que era um homem trans. “Já passei o natal sozinho, a gente fica magoado pensando em várias coisas”.

Ele assumiu sobre a identidade de gênero através de uma carta. Sobre passar a véspera no Centro Afro, ele definiu como “acolhedor”.

 

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