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NO DESERTO, UMA PAISAGEM DE DOR E DISTÂNCIA...

“AS PORTAS ESTÃO ABERTAS...” (The Doors)

Se exponha aos seus medos mais profundos, depois disso o medo não tem poder, ele encolhe e desaparece. Você é livre.” (Jim Morrison)
 
 
Tudo o que é desordem, revolta e caos me interessa; e particularmente as atividades que parecem não ter nenhum sentido. Talvez seja o caminho para a liberdade. A rebelião externa é o único modo de realizar a libertação interior.” (Jim Morrison)
 
 
O futuro é incerto e o fim está sempre perto!” (Jim Morrison)
 
 
À MARIA CLARA, dedico!
 
 
Só sei de uma coisa, o cara se mandou em 1971 em meio às loucuras de um tempo sem o tempo, assim mesmo, dizem os arautos desta época que a sua despedida foi em grande estilo para os amantes do seu estilo musical...
 
Entre o ano do seu nascimento (1943) e o da sua morte, início dos anos 70, numa seqüência de partidas para o outro lado do planeta, quando se foram JIMMY HENDRIX e JANIS JOPLIN, o mundo terreno nunca mais foi o mesmo, afinal de contas, dizem os poetas deste tempo, “os bons morrem cedo” ou então, “um rei sempre acaba sendo morto pelos seus cortesões”...
 
Também, viveu do seu jeito, sonhou da sua maneira e se transformou no “Rei Lagarto” para comer tudo e todos ao mesmo tempo numa indigestão indígena como um sonho distante, naquele deserto sem fim...
 
Uma dose em cima das outras doses de uma ou mais bebidas, também, com sabor de peyote para dar um caldo a mais na dosagem de uma busca sem fim pelo universo desencantado dos bons e velhos tempos, os anos 60 e sua rebeldia com causa em nível mundial...
 
Não se pode ficar sentado esperando a morte chegar neste contexto lúdico para os poetas sem sonhos, quem sabe, numa estrada perdida nas montanhas de um país distante para um homem sem memória...
 
O “Rei Lagarto” pensa em partir para o outro mundo num desafio pelo lugar na arena dos sonhos alados, quando as imagens ditam as mensagens de uma luz infinita nas areias do pensamento libertário do animal...
 
A repressão dita às regras de uma liberdade calada pelas mãos do opressor de sempre, assim, caminha o homem pelas paisagens escuras de uma tela colorida pelo artista sem vontade de lutar pelas amarras do seu interior...
 
As lutas fazem parte da sua vida humana, entretanto, o cenário continua o mesmo de ontem, quando tudo era um detalhe para o jovem sem a juventude, neste caso, a idade se perdeu naquela imagem do deserto...
 
Um “xamã” determina qual o caminho a seguir pelas entranhas de uma selva sem árvores, deixando marcas de um andarilho pelas portas da eternidade da sabedoria sem verdade para o sonhador alado...
 
Como saber sem procurar pelas mentiras de uma única verdade, assim mesmo, o lagarto segue o seu caminho sem volta, afinal de contas, é um acerto de contas com a morte da vida animal, também, uma troca entre o racional frente ao emocional cultivado pelas vaidades de um olhar distante...
 
AVE JIM MORRISON!
 
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