- Atualizado em 20/03/2020 16:21

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GESTÃO EM COMUNICAÇÃO ORGANIZACIONAL - Parte 2

“Somos céus atravessados por nuvens de energias vindas da profundidade dos tempos"

Em sua obra “Cibercultura” Pierre Lévy busca descrever esse novo cenário a partir do conceito de cibercultura, subentendido como tecnocultura ou codificação virtual da escrita, da cultura, através das novas tecnologias.

De acordo com o autor, a cibercultura contém três elementos: a) a interconexão, qualquer objeto teria seu endereço na internet de modo que “tudo” pode se comunicar com “tudo”; b) as comunidades virtuais ou pessoas, grupos e instituições com interesses mútuos se organizam em coletivos, independentemente da sua locação geográfica; c) inteligência coletiva, na qual grupos, comunidades podem dispor em comum do seu saber, permitindo o aproveitamento do conhecimento que estava disperso (BOING,1994 p.180).

Lévy (1999) compara o mundo da Internet é um “dilúvio” de informações em que várias arcas levam consigo aquilo que acha mais importante, sem a preocupação com o todo. Apesar disso, os conteúdos dessas arcas estariam todas interconectadas no ciberespaço.

O computador modifica a produção artística, as formas culturais nascem do computador.

É o exemplo da música tecno da arte digitalizada e outras artes que assumem formas de realidade virtual em tempo de comunicação organizacional mediada, também, pela pós-globalização midiática.

Para o autor, o ciberespaço descortina enormes possibilidades de melhoria do sistema educacional, contribuindo para aumentar o acesso das pessoas ao saber. Umas das propostas seria a criação de uma rede de ensino à distância.

Nesse ambiente cibernético e organizacional, o papel do professor deveria ser repensado, ou seja, deixaria de ser um agente de informação para desempenhar uma nova função, a de estimular o conhecimento do aluno ao invés de apenas transmiti-lo.

Processo de Ambiente e Redes Sociais

Em seu novo papel, o professor não seria mais “dono” do conhecimento, ele se tornaria um mediador, capaz de fazer associação e ligar conteúdos de informação organizacional.

De modo contrário, Lévy discorda da visão de que a substituição do real pelo virtual possa trazer a dominação de uma “classe virtual”, porque acredita que qualquer pessoa com o mínimo de conhecimento técnico pode investir no ciberespaço.

Embora o autor levante algumas interrogações, como, por exemplo, se a cibercultura traria ou não exclusão, se as diversidades das línguas e das culturas não se encontram ameaçadas pela cibercultura e se esta não estaria ela rompendo com os valores da modernidade europeia. 

Diante desse processo de ambiente de redes sociais mediadas pela internet, novos horizontes se abrem no campo da comunicação organizacional.

Novos desafios que busquem dar conta da compreensão teórica e prática desta realidade tornam-se urgentes a serem desbravados.

A partir desta preocupação, faz-se necessário estar em conexão com as propostas mediadas pela “Comunicação Organizacional", ainda, tendo como escopo a análise do contexto midiático atual.

Neste cenário podem-se compreender as especificidades comunicacionais por meio do sistema organizacional, ainda, a cultura tecnológica e midiática e a inter-relação com a educação, na elaboração de projetos visando à produção de "artigos acadêmico-científicos".

Também, para identificar objetos e problemas do entendimento de novos códigos visuais, sonoros e verbais do campo da "comunicação organizacional" e o mapeamento de como as organizações e/ou corporações estão desenvolvendo suas atividades na área midiática.

Neste cenário em tempo de pós-globalização na área da Gestão das Organizações, ainda, focadas na perspectiva comunicacional, faz-se necessário estar em conexão com as transformações envolvendo o mercado.

Portanto, não tem como as áreas da Gestão, bem como, da Comunicação Organizacional ficarem alheias aos acontecimentos que estão ocorrendo em nível mundial, ainda, com reflexos nos quatro cantos do planeta.

Nas denominadas organizações, quando ocorrem problemas relacionados e direcionados pela sistemática patrocinada pelos sistemas de comunicação, torna-se necessário envolver a área da Gestão como mediadora para a resolução dos problemas.

Desta forma, pode-se afirmar que neste contexto plural para as respectivas áreas, bem como, considerando as propostas nos níveis "regiocal", ou seja, do regional para o local, ainda, "glocal", a saber: do global par ao local, fica evidente relacionar e direcionar as propostas destacadas neste trabalho para o desenvolvimento de políticas direcionadas na área da Gestão em Comunicação Organizacional.

Existem, ainda, muitas alternativas decorrentes do avanço na área tecnológica envolvendo os denominados sistemas de informação, entretanto, a proposta mediada pela Comunicação Organizacional e tendo como base o pragmatismo da Gestão, pode proporcionar novas diretrizes para as organizações em geral.

  1. LÉVY, Pierre. Cibercultura. São Paulo: Editora 34, 1999.
  2. BOING, Raquel. Resenha Cibercultura. In Comunicação & Política, v.VI, n.2 e 3, p. 180-182.

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